Maringá, 15 de Agosto de 2018
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ADEMAR SCHIAVONE
Memórias de um bom sujeito
 

A VIDA E FEITA TÃO SOMENTE DE MOMENTOS.

NÃO PERCA O AGORA.

 

 

Viva! 

Estou completando hoje setenta e um anos de vida.

Feliz e contente pela vida que vivi até agora.

Nasci quando se iniciava a segunda guerra mundial em 1939.

Anos terríveis em que a incompreensão, a insensatez, a irresponsabilidade de alguns, transformaram os homens em feras que se destruíam aos milhões.

Quase cinqüenta milhões de mortos. 

Só de judeus executados pelos nazistas, mais de seis milhões.

Soldados, civis, velhos, jovens, mulheres, crianças.  Todos mortos estupidamente em nome ninguém sabe do que.

Da pureza da raça diziam alguns.

Confesso que não senti aqueles dias.

Era criança demais.

Lembro vagamente de ficar na fila bem cedinho para poder comprar pão na padaria ao lado de casa.

Mas a guerra influenciou diretamente a minha vida.

Por causa dela meu pai deixou Vera Cruz, a cidade em que nasci no estado de São Paulo para vir morar no sertão do norte do Paraná. 

Primeiro, em 1944 na incipiente Jaguapitã. 

Depois, no inicio de 1946 na promessa de cidade chamada de Maringá.

O seu Orlando derrubou a mata, abriu a clareira, selecionou os palmitos, fez as tabuinhas que serviriam de cobertura e construiu a nossa primeira casa, lá no que seria a serraria do Basílio e do Oberdã Moreschi.

No mesmo local onde é hoje o Clube Olímpico.

Por dois anos moramos lá na casinha de palmito e depois numa moderna com a madeira serrada da serraria em funcionamento.

No Maringá Velho havia um grupo escolar.

Infelizmente, em 1946 quando as aulas se iniciaram eu não tinha sete anos completos e por isso não pude ser matriculado.

Era a regra a ser cumprida.

Ano seguinte fiz o primeiro ano como aluno daquela escola feita de madeira tosca, em cima de toras de peroba, com janelas e portas rústicas, cadeiras e mesas mais rústicas ainda, mas uma escola cheia de professoras jovens, lindas, alegres e ansiosas para ajudar a construir uma cidade nova em meio a aquela floresta que parecia inabitável.

Tive uma infância muito feliz.

Com muitos irmãos – somos oito – a gente estava sempre junta.  Brincava, brigava, discutia, mas se amava muito.

E graças a Deus continua se amando e convivendo sempre com amor no coração.

A mãe sofria demais para manter a roupa da gente em ordem.

Ela mesma costura nossas calças, camisas, blusas de frio.

Como não havia um único pedaço de calçamento quando chovia era uma lama só.  Quando fazia sol, uma poeira infernal.  Quantos dias ela teve de lavar a roupa por duas ou mais vezes por causa disso.

Comecei a trabalhar muito cedo.

Era a coisa mais normal do mundo criança ajudar em casa tirando água do poço, limpando o quintal, varrendo a casa, etc.

Quando meu pai montou uma padaria na Vila Operária em 1949 a gente trabalhava mesmo.  Levantava de madrugada para entregar pão de bicicleta além de ajudar na limpeza e na manutenção da padaria.  Isso antes das oito da manhã quando tinha de ir para o Grupo Escolar do Maringá Novo – o atual Osvaldo Cruz.

À tarde junto do meu irmão Adilson e do Irivaldo Joaquim de Souza – hoje um advogado brilhante – vínhamos para o centro cada um com sua caixa de engraxate defender os trocados necessários à manutenção das necessidades familiares.

O interessante que, mesmo estudando e trabalhando muito, a gente tinha tempo para brincar, jogar bola, nadar na piscina do Ando, caçar passarinhos.

Foi uma infância muito alegre e feliz.

Em 1951 quando completaria doze anos fui trabalhar no Banco Noroeste do Estado de São Paulo. O Ermelindo Bolfer era o contador e o Nelson Gaburo o chefe de serviço.

Foi meu primeiro emprego regular com registro oficial.

Começava a fase de jovem adolescente. Os sonhos eram diferentes. A realidade também.

Nasciam os namoricos e as paixões próprias da juventude.

Os primeiros bailes, as primeiras relações amorosas, o desejo natural de virar homem.

Não era diferente de hoje: os jovens querem ser adultos rapidamente.

Os velhos querem voltar a ser jovens de qualquer jeito.

É a seqüência natural da vida.

Enquanto alguns querem crescer, deixam bigodes, usam brincos, tatuagens para se sentirem mais adultos, outros para tentar rejuvenescer pintam os cabelos, mudam o penteado, fazem implantes, correm pelas pistas de caminhada.

Sempre estudei à noite e trabalhei de dia.

Cursei duas faculdades nesse regime.

Ingressei no jornalismo em 1957 em a Tribuna de Maringá, depois de passar pelo  O Jornal, ingressei na Rádio Cultura e virei homem de comunicação.

Sempre gostei disso. 

E por isso mesmo continuo escrevendo essas crônicas semanais aqui no JP.

Virei até escritor de livros e faço parte da Academia de Letras.

Sempre vivi intensamente a vida da minha cidade. Acompanhei e ajudei no seu crescimento, na sua consolidação como pólo regional.

Participei de tudo: da política, do esporte, da vida social, da vida empresarial, da  vida comunitária.

Convivi pacificamente com todos os mandatários da cidade.

Sempre tive um lado.  Nunca fiquei em cima do muro.

É a minha maneira de ser.

Sempre entendi que só pode criticar quem participa e tem uma alternativa para oferecer. Do contrario a critica é apenas destrutiva e não constrói nada.

Em 1961 casei com a Cida.

A melhor  e mais importante atitude que tomei na vida.

Éramos ambos muito jovens, ávidos por construir um porto seguro e de calado profundo capaz de abrigar nossos sonhos e os de nossos descendentes.

Nasceram os nossos três filhos: Junior, Fernando Sergio e Ana Paula.

Cada um segue o seu caminho.

Caminho de retidão de caráter, de conduta ilibada, de respeito ao próximo e à vida.

E hoje temos a Camila, o Caio Vitor, o Humberto Luiz, o Murilo e o João Pedro, os nossos netos. Os mais lindos do mundo. Esperamos poder ver os nossos bisnetos.

É, também, a seqüência natural da vida.

Somos uma família feliz.

E quando completo setenta e um anos, sinto-me realizado.

Pela família que construí junto da Cida, pelos amigos que conquistei, pelo respeito que têm para comigo, por andar sempre de cabeça erguida, olhando as pessoas de frente, sem medo de ser repreendido, sabendo que cumpri com meu dever. 

Se não fiz tudo que devia, fiz o melhor que pude.

Só posso dizer obrigado a todos os que contribuíram para que eu fosse o homem extremamente feliz que sou.

Aprendi com minha mãe a agradecer a Deus por tudo.

Aprendi com ela a viver no respeito às coisas da minha igreja e que todos nós só temos um senhor: Jesus Cristo.

A Ele agradeço por estes setenta e um anos de vida intensa e feliz.

E a você que lê essa crônica nesse instante o meu agradecimento.

Sem você ela não serviria para nada.

 
  
Os artigos, conceitos e opiniões pessoais são de inteira responsabilidade do autor.
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