Maringá, 23 de Setembro de 2018
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WALTER POPPI
Quem vai cuidar das escolas?
 


As escolas municipais estão em declínio, tanto disciplinar como cultural. Não adianta esconder esse fato. Os problemas estão aí, no âmbito escolar, e vão desde administrativos, passando por disciplinares, cultural e por incrível que pareça, até criminal.


Porisso é que, em nosso âmbito, a Câmara Municipal está discutindo um projeto polêmico mas extremamente oportuno e de suma importância para tentar melhorar o estágio preocupante em que nosso ensino está mergulhado.


Trata-se de um projeto de lei que autoriza a volta das eleições para a escolha de diretores de escolas públicas do nosso Município.


Este sistema sempre existiu. No entanto, de 2008 para cá ele foi abolido pela própria Câmara, e daí em diante estes diretores passaram a ser indicação política.


As escolas Municipais compreendem aquelas do ensino fundamental e os Centros de Educação Infantil. Portanto, somente para crianças, razão pela qual não se entende porquê esse tipo de estabelecimento precisa de nomeação política para dirigi-lo.


É sabido que pais de alunos, professores, funcionários e outras pessoas ligadas a qualquer escola, sempre optaram pelo modelo anterior, ou seja, eles mesmos escolhem quem vai ser o próximo diretor. E nessa toada, geralmente a escolha sempre cai sobre a pessoa adequada, aquela que no momento está em condições de exercer o cargo. Conste, ainda, como dado positivo, fato de a eleição ser democrática e sem interferência política. Disputa quem quiser.


Ninguém está afirmando que o diretor nomeado politicamente não tem capacidade para exercer o cargo. Não é isso. Ocorre que, como é comum em todas as nomeações políticas, quem faz esta nomeação, dificilmente conhece os meandros do lugar para onde está mandando seu apadrinhado político. E em decorrência disso, há casos em que o triunvirato professores-pais-funcionários de determinada escola não se coaduna com o novo diretor e seu grupo.


Talvez seja este um dos principais problemas que vem tornando escolas  totalmente vulneráveis, onde absurdamente, professores são maltratados moral e até fisicamente por alunos. E se o professor tenta retrucar, recebe também a reação violenta dos pais do aluno. Aliás, estes pais desnaturados também se apresentam como outro fator que colabora com a degradação do ensino público.


Percebe-se, pois, quanto difícil está o ambiente escolar. E percebe-se, também que não há pulso diretivo para coibir os alunos. Conclue-se, que os diretores, por serem nomeações políticas, se consideram sem qualquer autonomia para tomar medidas disciplinares, muitas delas que poderiam até se tornar públicas. Daí o receio, sob a ótica meramente política.


Por esta razão, o sistema anterior, através eleições democráticas parece ser mais adequado. O diretor eleito por professores, pais e funcionários, além de conhecer os problemas, ainda conta com o aval de todos para tomar as medidas que forem mais convenientes para o ambiente da escola, e o principal deles, a disciplina.


A disciplina que desapareceu da escola. O aluno não obedece ninguém, e o pai e mãe dele são piores ainda.


Portanto, está nas mãos do Legislativo a correção de um erro cometido lá atrás, sobre quem realmente cuida da escola.

Walter Poppi

 
  
Os artigos, conceitos e opiniões pessoais são de inteira responsabilidade do autor.
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