Maringá, 23 de Outubro de 2018
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ADEMAR SCHIAVONE
Memórias de um bom sujeito
 



VI MINHA MÃE REZANDO
AOS PÉS DA VIRGEM MARIA
ERA UMA SANTA ESCUTANDO
O QUE A OUTRA DIZIA. (Luiz Otávio)

Dia das Mães.
Na verdade, todos os dias são dias das mães.
Em homenagem a todas as mães, republico um artigo que escrevi quando minha mãe morreu e que está publicado no livro Memórias de um bom sujeito II.

A LEOA MAIS FEROZ DO MUNDO
Meu avô Pedro saiu da Calábria, na Itália, no ventre de minha bisavó.

Desembarcaram no porto de Santos, mas acabaram em Buenos Aires depois de algum tempo, e ele nasceu numa fazenda argentina.  Logo em seguida, veio para o Brasil, onde seus pais foram cuidar de uma lavoura de café no interior paulista.

O calabrês altivo, ativo e cheio de coragem cresceu na roça, onde apreendeu tudo de café.  Casou-se muito cedo e nasceram, também na roça, seus nove filhos.  Devige, minha mãe, um deles.

Nasceu e cresceu no lidar com as coisas do campo. Jamais foi à escola.  Foi alfabetizada pelos mais velhos e mal sabia ler e escrever, como os que a ensinaram.

Jovem ainda conheceu o também lavrador Orlando Schiavone. Namoro longo, durante o qual se viam quando dava para ir ao sítio, até que, aos dezessete anos, casou-se em Vera Cruz, interior paulista, onde moravam.

Exatos nove meses depois, nascia o primeiro filho, eu.

No mesmo ano – 1939 – estourava a segunda Guerra Mundial e a vida do jovem casal de lavradores, que já era nada fácil, ficou ainda mais difícil ainda.  Foram morar num sítio.  Retornou à cidade de Vera Cruz e Orlando foi trabalhar como pai dele, que era um excelente carpinteiro.

Em 1941 nasceu o Adilson e eles tinham de trabalhar mais ainda para sustentar as crianças.  Em 1944 nasceu o Adelcio e a dificuldade aumentou.

Meu pai, por ignorância, acredito eu, não houvera se alistado para servir o exército e nesse ano de 1944, o Brasil entrava na guerra e chamava todos os seus homens para servir a Pátria.

Por não se alistar, se tornou insubmisso, e o delegado de polícia de Vera Cruz, foi dizer-lhe que tinha ordem de prisão contra ele. Deu-lhe uma semana para sumir do mapa.

Com os filhos a tiracolo, arrumou a trouxa e, via Assis e Iepê, mudou-se para Jaguapitã, um vilarejo que nascia no Paraná.  Foi ser construtor.  Ficamos lá dois anos.

Meu pai conheceu, não sei onde, os irmãos Basílio e Oberdan Moreschi, que o convidaram para montar uma serraria noutro lugarejo chamado Maringá.  O pai levou a todos para Vera Cruz e veio derrubar a mata e fazer o primeiro rancho.  Em princípios de 1946, voltou para nos trazer para esta terra.

Começava uma aventura fantástica na vida da minha mãe.

Além de cuidar das crianças e fazer o serviço da casa, ajudava meu pai a preparar os palmitos que serviriam de paredes e a rachar as tabuinhas que serviriam de telhas para as casas dos demais companheiros que iriam trabalhar para meu pai como ajudantes na construção da serraria.

Vieram o Mauricio, o Orozimbo e o Miguel Garcia, três irmãos que já trabalhavam com o pai em Jaguapitã.

Morar no meio da mata era para a gente uma aventura.  Para ela, um suplicio pelos enormes perigos que os filhos corriam todos os dias.

Numa noite, aconteceu uma correição.  Formigas invadiram as casas de forma fantástica.  Era tudo só formiga.  Para nos proteger, eles puseram uma mesa lá fora e colocaram latas de água nos seus pés, para que elas não pudessem subir.

Noutra noite, , um grupo de índios passou pelo quintal da casa e, sem dizer uma só palavra, se embrenhou na mata, rio abaixo.  Foi um medo danado, principalmente porque se falava que os índios eram muito ferozes e a mãe segurava a gente para que ninguém desse um só piu.

Terminada a construção da serraria, mudamos para a Vila Operária.  A primeira casa erguida lá era a nossa.  Meu a vendeu para a família Felipe, que mora hoje em Nova Esperança, e fez outra ao lado.  Construindo e vendendo, e fazendo novas casas, foi crescendo financeiramente.  Ele tinha enorme facilidade de ganhar e de perder dinheiro.

Os filhos foram nascendo. A Cida, a Alaid, o Alaércio, o Ailton Carlos e a Alda Maria.  Eles deram os nomes aos filhos todos começando com a letra A.   A explicação: a letra A era o começo do alfabeto e a mais importante de todas e assim ninguém poderia reclamar do nome.

A vida sempre foi difícil para eles.

Quando se construiu a Igreja São José, meu pai foi um dos construtores, voluntariamente, pois todos ttrabalhavam nos dias de folga.

Começou ali o nosso ensinamento religioso.

Os filhos eram obrigados a ir à missa todos os domingos, com qualquer tempo, e sem uma única falha.

Para compensar que não sabia escrever direito, a mãe queria que os filhos estudassem e nos obrigava a ir à escola.  Faltar a aula era impossível em casa.  A vara de marmelo cortava as pernas e a bunda da gente, se deixássemos de à aula ou faltássemos à missa nos domingos.

“A pior coisa do mundo é não saber ler” dizia ela.  “Vocês têm de aprender e se formar”.

Graças ao seu empenho, todos os filhos estudaram e se formaram.

Quando ainda era muito jovem – menos de 38 anos – e com oito filhos menores, a mãe sofreu o maior golpe da sua vida.  Meu pai, ainda jovem, morreu assassinado brutalmente numa rua de Maringá.

Lembro-me do desespero de minha mãe e do seu estoicismo para consolar os filhos inconsoláveis.  Na sua dor profunda, ela se preocupava com os rebentos.  Em consolar cada um.  Em afagar cada um.  Para mim que era o mais velho, ela repetia uma frase que meu pai disse agonizante no hospital: “não quero vingança. Lembre-se: não quero vingança”.

Como qualquer jovem, fiquei desesperado e pensava mesmo em matar o seu assassino.  Minha mãe percebeu isso e passou o tempo todo me repetindo: “seu pai pediu que não queria vingança.  A justiça só pode ser feita por Deus. Quem mata vai para o inferno e eu quero você no céu”.

As suas palavras calaram profundamente  e esqueci aquele desejo imbecil.

Ali começava a via crucis da na vida de minha mãe.

O falecimento do meu pai ocorreu num período de vacas magras e passávamos dificuldades financeiras.

O Adilson estava começando sua carreira no Banco Itau e eu trabalhava no Rodolpho Bernardi e no Jornal de Maringá. O que ganhávamos era pouco diante das necessidades de manutenção da família.

Na selva, as fêmeas é que caçam, matam a presa e trazem a comida para os filhotes.  Minha mãe virou uma leoa.  Colocou os filhos debaixo das suas asas protetoras e passou a ser, além de mãe, também o pai que faltava.  Sua coragem aumentou ainda mais.  Jamais reclamava de nada.  Na sua vontade de acertar, de não deixar nada faltar para os filhos, dirigia todos com sabedoria, pulso muito firme e palavras de conforto.  A vara de marmelo continuava cantando quando era preciso.

Mesmo já crescidos, a obrigação de ir à missa aos domingos continuava. A de ir à escola também.

E ela trabalhava de sol a sol.  Lavava roupa para os vizinhos, virava diarista. Até que aprendeu a negociar e começou a vender roupas, que ia buscar em São Paulo e vendia  com lucro para sua clientela.

À noite, quantas vezes a gen te a escutava soluçar baixinho para afogar a dor, a ausência do seu companheiro.  No entanto, nunca a vimos reclamar da sorte.

A sua crença em Deus, e a certeza de que nada acontece sem que Ele queira, davam a ela uma força extram uma coragem redobrada, uma vitalidade e uma alegria contagiante.

Era difícil ver minha triste.

Ela estava sempre para cima. Sempre de bom astral. Sempre de bem com a vida.

Os filhos foram crescendo, casando e os netos aparecendo.

A maior alegria dela era ver um filho, um neto alegre.

Nunca faltou a uma única festa de formatura de um filho ou de um neto.  Ela se sentia realizada quando alguém concluía um curso.  Para ela, era a realização do sonho de saber que ela não tinha.

Mas, ela era mais sábia que todos nós juntos.

Lendo a Bíblia, transformou sua vida.  Tornou-se uma pregadora da palavra de Deus, com uma desenvoltura admirável, com uma convicção que contagiava.

A Vó Dê era sensacional.

A Ana Paula, sua primeira neta, com uma mania que tem até hoje de chamar as pessoas abreviando seus nomes, quando começou a falar, a chamava de Vó Dê.  E ela gostava da menina carinhosa como era chamada.  Os netos foram crescendo e começaram a vir os bisnetos, e ela se sentia feliz com a prole que nasceu dela.

No último Natal, com todos os filhos, netos e bisnetos reunidos, ela fez a oração, como fazia em todas as vezes em que nos reuníamos.  Parece que até profetizando, agradeceu a Deus pela família que estava ali e porque aquela poderia ser a última vez, pois sabia que tinha cumprido com o seu dever na terra e que estava absolutamente convencida de que seus dias estavam terminando aqui e muito em breve estaria ao lado do Senhor Jesus.

No dia 15 de março de 2002, a Dona Dê foi enterrada no mês mo tumulo do único amor da sua vida.

Uma semana antes, num leito de UTI, ela nos dizia: ”não chorem: eu vou para a companhia de Jesus, onde um dia, todos nós estaremos juntos”.

Seu velório e  seu sepultamento foram para nós, seus descendentes, motivo de consolo e de reafirmação na amizade e no carinho que ela sempre dispensou a todos com quem conviveu.

Compareceram centenas de seus amigos pessoais, centenas de amigos de seus filhos, dos seus genros e de suas noras e centenas de companheiros e amigos dos seus netos.  Até amiguinhos dos seus bisnetos estiveram presentes.

Todos os que nascemos dela para o mundo ficamos honrados ainda mais pela mãe que tivemos.

Foi um orgulho enorme ter sido seu filho.

Ela foi a leoa na vida de cada um de nós.

Brava, lutadora, caçadora, comandando majestosamente a cada um, com a sabedoria das mães que são iluminadas  pelo Espírito Santo.

Ao falar da minha mãe, presto homenagem a todas as mães, leoas e ferozes que defendem seus filhos com a própria vida.

Feliz Dia das Mães.

 
  
Os artigos, conceitos e opiniões pessoais são de inteira responsabilidade do autor.
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