Maringá, 15 de Dezembro de 2018
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JUAREZ FIRMINO
Balanço Geral
 



JUAREZ FIRMINO DE OLIVEIRA

Título do Conto: O QUARTO 9

Dia desses estava  voltando de uma viagem de trabalho, já era noite e chovia muito, eu não enxergava um palmo à minha frente. Nessas horas é melhor parar do que arriscar a vida. Decidi então encontrar a primeira parada na estrada que tivesse um hotelzinho para dormir.
Depois de uns 3 KM, vi uma parada, mas estava tudo escuro dava para ver apenas a chama de um vela, pensei é la mesmo.
Parei meu carro em frente ao local, vi uma placa escrito hotel, estava apagada, pois pelo que notei faltava energia no local, a porta estava entreaberta, entrei no local e não vi ninguém, gritei aquele jarguão popular:
- O di casa, e nada.
Repeti isso por várias vezes.
Vi uma escada que levava ao primeiro andar, resolvi subir. Quando cheguei no pavimento superior, novamente eu gritei:
- O di casa tem alguém ai, ninguém respondeu.
Quando já estava desistindo, escutei algo:
- Olá como vai senhor?
Olhei rapidamente para trás e vi uma senhora de uns 70 anos, segurando um vela vindo em minha direção, não nego, senti um calafrio subindo pela minha espinha.
- Olá senhora, está chovendo muito e não posso seguir viagem, a senhora teria um quarto para eu passar a noite? Perguntei.
- Sim, me siga. Disse ela.
Andamos por um corredor longo até o fim, ela abriu a porta e disse:
- Temos este, lhe serve?
- Sim senhora, respondi.
Estava um breu, não vi nada. Chovia tanto que achei que Noé já tinha zarpado com sua arca. Mas cansado como estava só cai em sono profundo.
Na manha seguinte quando acordei, a chuva havia passado, abri a janela do quarto e vi um lindo dia de céu azul, daqueles que vemos depois de uma longa noite de chuvarada.
Tomei um banho e fui em direção ao refeitório tomar aquele café da manhã, se é que serviam, pois o local era bem simples.
Quase chegando ao local do café, dei de cara com a copeira, ela me olhou assustada, eu não entendi nada.
- Moço como o senhor se hospedou aqui? Perguntou a copeira.
- Uma senhora de idade me atendeu, eu chamei, mas ninguém me ouvia, fiquei no quarto do fim do corredor. Respondi.
- Sei, o quarto 9. Disse a copeira.
- Senhor? Ontem por causa da chuva e da falta de energia, fechamos bem cedo. Perguntou intrigada a copeira.
Confesso que também fiquei.
Mas ao entrar na copa onde estava servido o café, observei um mural de fotos, dos clientes, de funcionários, um local legal, gosto destas coisas.
Reparei entre outras para minha supresa a foto da senhora que me atendeu na noite anterior.
Opa fiquei mais tranquilo, já que estava ali as fotos dos funcionários do hotel, inclusive a dela.
Chamei a copeira e disse:
- Olha foi essa senhora aqui que me atendeu ontem.
- Não pode ser, o senhor deve estar enganado. Respondeu a copeira.
- Não estou não, tenho certeza. Insisti.
- Moço, isso não é possível, essa ai da foto é a dona Josefa, ela trabalhou aqui no hotel desde os seus 18 anos, por 50 anos. Afirmou a copeira.
- Mas era ela! Afirmei.
- Moço a dona Josefa, casou-se cedo, mas também perdeu o marido ainda jovem, sem filhos e sem ter onde morar, foi lhe dado um emprego e moradia aqui no hotel, durante todo o tempo que esteve aqui, ela ocupou o QUARTO 9, como moradia e já faz alguns anos que ela morreu, por isso digo que é impossível. Retrucou a copeira saindo rápido para atender outro hospede.
Mais que depressa eu desci as escadarias, quando já estava na calçada a copeira gritou de lá:
- Moço, e o café, não vai tomar? Perguntou.
- Não obrigado respondi com a voz trêmula.
Entrei no meu carro e sai apressadamente.

 
  
Os artigos, conceitos e opiniões pessoais são de inteira responsabilidade do autor.
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