Maringá, 25 de Junho de 2018
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01.05.2018
Defesa Civil alerta sobre queimadas
A Defesa Civil de Maringá alerta a população sobre os riscos das queimadas geradas dentro do perímetro urbano, especialmente nos fundos de quintais, vales e terrenos baldios.

Somente entre a última sexta-feira (27) e ontem (30) 11 incêndios foram registrados na Cidade, todos causados pela falta de conscientização dos moradores que ateiam fogo em folhas secas ou arremessam bitucas de cigarros, muitas vezes ainda acesos.

Segundo o coordenador da entidade maringaense, Adílson Costa, além deste problema causado por parte da população, a situação se agrava nesta época do ano por motivos climáticos. Com baixa incidência de chuva e umidade relativa do ar abaixo dos índices consideráveis como adequados, matéria orgânica seca ao entrar em contato com o fogo tende a se incendiar com maior rapidez e transferir a outros materiais, também com maior agilidade.

Até a última semana, Maringá registrou durante todo o mês de abril apenas 21 milímetros de precipitação, o que colocará o período como um dos dois mais secos neste ano, além de já ser mais seco da década.

Diante do cenário favorável para o aumento de focos de incêndio, a Defesa Civil reitera os pedidos feitos todos os anos, especialmente nesta época, para evitar queimadas desnecessárias, que ampliam problemas respiratórios, especialmente em crianças e idosos, além das possibilidades de incêndios em residências e veículos.

Na manhã dessa segunda-feira (30), outro foco foi registrado, no Jardim Botânico, desta vez com proporções ainda maiores do que os outros 10 casos registrados em apenas quatro dias. De acordo com testemunhas, um veículo passou em frente a um terreno baldio por volta das 9h no momento em que o motorista atirou uma bituca de cigarro pela janela. Por ainda estar aceso, em poucos segundos um foco considerável de incêndio foi percebido pelos moradores do entorno, que além de atuarem para apagar o fogo, acionaram as autoridades. Com presença da Defesa Civil e de bombeiros, o problema foi resolvido rapidamente, sem maiores complicações.

Segundo Adílson Costa, todos os 11 casos registrados em menos de uma semana possuem semelhanças. “O que pode ser observado é que estas últimas ocorrências, todas dentro de Maringá, no perímetro urbano, são muito parecidas. Em todas elas a queimada foi provocada, não por fatores da natureza, mas por moradores que jogam cigarros ou colocam fogo em folhas secas. Com entrevistas e conversas para a população a gente tenta conscientizar a população dos riscos de se tomar estas atitudes. Pode parecer pouco, mas um monte de folhas queimadas ou até mesmo uma bituca pode causar incêndios de grandes proporções e que colocam em risco a vida de outras pessoas”, explica.

Há também um mito difundido na sociedade de que para evitar ataques de animais peçonhentos que possivelmente se encontram em terrenos baldios, o melhor a se fazer é atear fogo. Para Costa, esta atitude ocorre com frequência e é extremamente perigosa não apenas pelos riscos do fogo se alastrar e fugir do controle, mas também pelo fato de que por conta do incêndio, os animais vão procurar justamente as residências, secas e seguras, para se abrigar, o que gera uma situação oposta ao objetivo do morador.

Por fim, a Defesa Civil alerta que queimadas provocadas e que colocam em risco a integridade física das pessoas poderão resultar em multas que variam de R$ 1 mil a R$ 10 mil, de acordo com a situação encontrada pelas autoridades, que vão enquadrar como crime ambiental. Se o foco de incêndio sair do controle e atingir imóveis ou outros bens, ainda haverá a possibilidade do responsável ter de responder criminalmente na justiça, por outros crimes.

“O que nós queremos é explicar e conscientizar a todos sobre a gravidade disso tudo. Somente nessa segunda-feira atendemos a quatro ocorrências, por sorte nenhuma com gravidade ou feridos, mas todas com intervenção das autoridades. Nas próximas semanas haverá chuva em Maringá e a quantidade de incêndios tende a diminuir, mas não podemos esperar uma época chuvosa, precisamos explicar para as pessoas que isso não pode ser feito”, finaliza Costa. Por conta da dificuldade de fiscalização, ninguém foi penalizado por conta das queimadas.

Matheus Gomes
Foto - Defesa Civil
 
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