Maringá, 24 de Junho de 2018
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11.06.2018
Bombeiros alertam sobre riscos no uso de fogos
Ao lado do Ano-novo, a Festa Junina é o período do ano em que a comercialização de fogos de artifício apresenta aumento mais significativo para o mercado do setor. Pela tradição, rojões, estalos e bombas no geral, com barulhos e cores diferentes, são indispensáveis durante a época de celebração da cultura caipira e do Dia de São João, no próximo dia 24.

Em virtude da Copa do Mundo de Futebol ter início nesta quinta-feira (14), como ocorre a cada quatro anos, o número de itens pirotécnicos sobe ainda mais, em relação aos anos sem mundial.

Diante de dois acontecimentos simultâneos em que os fogos de artifício são protagonistas, os cuidados para que as celebrações não terminem em lamentações devem ser ampliados pelosamantes da pirotecnia. Em Maringá, nos últimos 10 anos, a Cidade figura entre as lideranças do ranking de internações por acidentes provocados pelo manuseio inadequado de bombas e foguetes. Corpo de Bombeiros orienta sobre medidas de segurança e como proceder em casos de ferimentos.

VENDAS
Para o maringaenseFernando Diniz Dias, que há seis anos possui um estabelecimento de fogos e pesca na Vila Morangueira, este é o mês em que este tipo de comércio, possivelmente em todo o País, apresenta os melhores resultados. Justamente com o oferecimento de serviços especiais para festas juninas, de todos os tamanhos, e para locais que transmitem partidas da Copa do Mundo, as vendas devem aumentar em mais dametade do que é habitualmente comercializado,em relação a outros meses do ano.

“Normalmente junho, junto de dezembro, já é o melhor mês do ano para as vendas. Quando esta data bate com a Copa do Mundo aumenta pelo menos em 60% do que a gente já vende. Muita gente compra pras festas de família ou pra assistir os jogos do Brasil, mas empresas que fazem festas grandes ou que passam os jogos pra muita gente a gente oferece baterias ou opções especiais para o divertimento. Acredito que este seja o melhor mês de todos pra quem vende e pra quem admira os fogos”, afirma Dias.

Por outro lado, há também os que criticam a utilização em larga escala dos itens pirotécnicos, independente da época do ano.

Para João Paulo de Souza, que levanta a bandeira em defesa dos animais, apesar da tradição a cada virada de ano, festa junina ou jogo do Brasil na Copa do Mundo, é importante que seja levado em consideração não apenas os riscos para os seres humanos, mas principalmente para animais como cães e gatos, que possuem audição mais sensível. “Já existem no mercado produtos deste segmento que não explodem, só emitem cor. A utilização de artefatos explosivos é prejudicial para o meio ambiente, crianças e principalmente os animais. É interessante que ocorra a associação dos momentos festivos com a responsabilidade e consciência, sempre”, defende.

Por conta da união deacontecimentos festivos e maior incidência de fogos nos céus, estabelecimentos, fabricantes dos itens, Corpo de Bombeiros e outras entidades recomendam cuidados específicos para o manuseio. As medidas geram mais atenção diante de levantamento divulgado na última semana pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Paraná (CRM-PR). Com dados obtidos por meio do Conselho Federal de Medicina (CFM), em parceria com as Sociedades Brasileiras de Cirurgia de Mão (SBCM) e de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), Maringá ocupa, há tempos, uma posiçãode destaque no indesejado ranking de feridos por pirotecnia.

De acordo com o documento em que constatou a morte de 218 pessoas em todo o Brasil nas últimas duas décadas, somente por fogos de artifício, Maringá é a segunda colocada dentre os municípios paranaenses com maior quantidade de internações por este motivo.

Atrás somente de Foz do Iguaçu, com 44 ocorrências graves nos últimos 10 anos, a Cidade Canção registra, desde 2008, 27 pessoas encaminhadas aos hospitais por explosões inadequadas. O índice leva em conta somente as pessoas que necessitaram de intervenções cirúrgicas, visto o risco de amputações ou até mesmo a morte. Os registros variam desde queimaduras de terceiro grau até a perda de dedos da mão e do pé.Em 85% dos casos a vítima era do sexo masculino e em aproximadamente 70% possuía no máximo 29 anos.

CUIDADOS
Segundo o Corpo de Bombeiros, apesar de orientações divulgadas pelos próprios empresários que comercializam os artefatos, juntamente de explicações didáticas presentes por lei nas caixas dos produtos, é necessária uma dose a mais de cuidados pelo usuário. A primeira medida deve ser tomada logo no momento da compra dos itens, visto o aumento significativo dos riscos de acidentes se o indivíduo adquirir fogos de forma clandestina, armazenados de maneira irregular ou até mesmo fabricados de maneira artesanal ou caseira. O recomendado é que o interessado adquira somente em lojas especializadas e autorizadas pelo Estado.

Mesmo que a compra seja consumada em locais adequados, os cuidados devem ter continuidade na forma em que o usuário irá guardar os fogos dentro de casa, sempre em local seco, arejado e longe de fontes de calor. Logo na sequência, na hora do acendimento, momento mais propício para incidentes, o Corpo de Bombeiros orienta sobre uma série de precauções desde o local da ignição até a observações de pessoas e animais nas proximidades, visto que o risco de ferimentos graves se estende para quem solta e para quem observa.

Para o uso de forma mais segura, os militares recomendam que crianças e adolescentes não utilizem explosivos de grandes proporções, somente pequenos estalos ou “piscas”, sempre longe do rosto e mediante acompanhamento, de perto, de adultos e responsáveis. Para todas as idades, não é recomendado que uso sejafeito em ambientes fechados ou próximo a produtos inflamáveis. Por conta do também tradicional uso de bebidas alcoólicas durante festas juninas e partidas de futebol, os bombeiros alertam sobre a combinação de álcool e fogos de artifício, pelo fato da diminuição do senso de perigo durante o estado de embriaguez.

ACIDENTES
Os registros mais corriqueiros se devem a queimaduras pelas explosões ou em contato com faíscas emitidas pelos artefatos. Diante destes casos, o Corpo de Bombeiros orienta sobre a importância de lavar o local afetado com água potável e até mesmo cobrir com um pano limpo. Após identificação da gravidade da situação, é recomendado que socorristas sejam acionados imediatamente, enquanto a ferida permanece sob água corrente ou coberta de maneira adequada. Produtos caseiros e divulgados pelo imaginário popular, como manteiga e pasta de dente, diferente do que se pensa, não deve ser utilizado sob as queimaduras.

Se o acidente gerar sangramentos, os bombeiros orientam pela limpeza, também em água potável, de forma imediata, seguido da elevação do membro atingido. Também diferente do que é habitualmente divulgado, garrotes não são recomendados diante de ferimentos considerados mais simples, sendo estes utilizados somente em último caso, mediante perda considerável de sangue. Por fim, se houve qualquer dúvida sobre a situação, o mais indicado, sempre, é o acionamento de equipe médica ou encaminhamento para hospitais ou Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s).

Matheus Gomes
Foto - Reprodução
 
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