Maringá, 19 de Novembro de 2018
GLOBAL BENEFÍCIOS Black Bull Steak House
 
Untitled Document
28.06.2018
Servidores da Educação não querem câmeras em salas
O projeto de lei que propõe a instalação de câmeras de segurança dentro das salas de aula em Maringá está em pauta na Câmara Municipal.

A Secretaria de Educação fez a proposta, mas muitos servidores são contrários à instalação, como mostra a pesquisa realizada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

O relatório apontou que dos 3.384 servidores da educação que responderam ao questionário apenas 556 foram favoráveis ao monitoramento dentro das salas de aula. 1.938 servidores são de CMEI’s e 1.211 de escolas municipais.

Os votos a favor somaram 230, entre as 51 escolas pesquisadas e 321 entre os servidores dos centros de educação infantil.

Dos 15 vereadores, apenas cinco marcaram presença na importante discussão: Carlos Mariucci (PT), Mário Verri (PT), BelinoBravin (PP), Sidnei Telles (PSD) e Alex Chaves (PHS). Participaram também, os representantes da Secretaria Municipal de Educação, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, o Sismmar, o Conselho Municipal de Educação e da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

O advogado do Sindicato dos Servidores, Silvio Januário, defendeu o posicionamento da entidade. “Infelizmente, o projeto foi feito para monitorar o professor, pressupondo que o professor é o grande vilão da sala de aula e pode colocar os filhos dos cidadãos e cidadãs maringaenses em perigo. A violência não está dentro das salas de aula, a violência não está nos corredores, a violência está subindo os muros das escolas.
Nós temos que evitar que o crime ocorra. Então tem que discutir a segurança total e não apenas em sala de aula”, argumentou.

Os conselheiros tutelares presentes também foram contrários à instalação. A professora Ivana Veraldo, pesquisadora da UEM na área da educação infantil, disse que a instalação de câmeras nas salas fere o aprendizado do próprio aluno. “Nossa educação, principalmente a educação pública, está sofrendo ataques constantes e eu considero que esse projeto de lei de introduzir câmeras de vigilância nas salas de aula nas escolas públicas municipais é mais um ataque a nossa educação pública”.

Maria Inez Benites, diretora de Gestão Educacional da Secretaria de Educação de Maringá, explica que o espaço foi importante para que o município possa tomar a melhor decisão sobre o assunto. “Isso é um ato democrático, as discussões estão evoluindo e nesse sentido, enquanto educadores, nós temos que evoluir nas discussões. Nós temos que fazer as nossas leituras, e ter a certeza daquilo que a gente vai decidir”.

Segundo o vereador Alex Chaves, os parlamentares irão analisar os argumentos contrários e favoráveis à instalação, para depois tomar a melhor decisão sobre a lei. Ainda há possibilidade de apresentação de emendas ao projeto. “Quero dizer pra vocês que estou de coração aberto, pra tentar aprender e para construir um projeto adequado, que possa em primeiro lugar, proteger nossas crianças, mas também possa salvaguardar os servidores, e manter nossa comunidade unida, com os pais felizes e os nossos servidores também”, afirma Chaves.

Melaine Nabas
Foto - Reprodução
 
19.11.2018
Filhas saem em defesa de Silvio Santos
19.11.2018
Problema com ambulâncias no HU
19.11.2018
Festa Literária de Maringá começa quarta-feira
19.11.2018
SRM promove 10ª Agrocampo
19.11.2018
Hospital do Câncer precisa de doadores de sangue
19.11.2018
Prefeitura cobra do DER adequações para fechar cruzamentos
Nipo Brasileiro Contabilidade
Asia Sushi Beer
SINCONFEMAR
Della Pizza
B1
Centro Comercial Tiradentes
Paraná Banco
MAPA - Venda de Ônibus
Oliver Media
Garage Motors
OdontoAtual