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07.10.2018
A noite da vergona do UFC
6 de outubro de 2018.

Era a noite da celebração, pelos 25 anos do UFC.

Mas virou a da vergonha.

Com campeão saltando o octógono para trocar socos com a equipe do adversário derrotado.

E como troco, parceiros do campeão, invadiram o octógono. E socaram, pelas costas, o rival.

Algo inadmissível para a história das artes marciais.

O cinturão não pôde ser entregue, por medo da reação da plateia.

Isso não evitou que o campeão tomasse banho de cerveja, atirada por torcedores.

Inaceitável.

O mundo acompanhou estarrecido a pior noite para o MMA de todos os tempos. Digno quando o esporte era chamado de vale tudo, e era praticado por gangues, em guetos. Sem regras, sem honra.

Vale detalhar o histórico do vexame.

Nada do que aconteceu em Las Vegas foi por acaso.

Dana White estava eufórico.

Em agosto, ele foi recebido por Donald Trump.

O presidente dos Estados Unidos é defensor do evento.

E White queria Trump como garoto-propaganda das lutas.

Seria mais uma das suas conquistas.

Em 25 anos, o UFC tornou o MMA no esporte que mais cresceu em todo o mundo.

Dana havia escolhido o UFC 229 como histórico. Capaz de provocar a venda recorde de três milhões de pacotes de pay-per-view. Ele buscou os maiores rivais dos octógonos. Aqueles com potencial para agradar o mundo. E, lógico, ser o mais lucrativo possível.

Trouxe de volta ao octógono Conor McGregor, depois de um ano e 11 meses sem lutar. Estava usufruindo dos comentados 140 milhões de euros, cerca de R$ 619 milhões, que teria embolsado na luta de boxe com Floyd Mayweather.

Além de ser um excelente e imprevisível lutador, Conor fez seu caminho com provocações, palavrões, desrespeito aos adversários. Sua postura arrogante, irresponsável fora do octógono despertou a admiração, a empolgação dos fãs do UFC.

O irlandês encarnou o bad boy como ninguém.

Virou o melhor produto atual do UFC, depois que Jon Jones se perdeu no doping.

Só que Conor percebeu que o UFC precisava dele e decidiu romper todos os limites. Como havia se afastado como o primeiro lutador a ter dois cinturões de duas categorias diferentes, leves e penas, e ficou quase dois anos sem lutar, foi destituído dos dois títulos.

Ficou revoltado, mas mirou sua raiva de maneira oportunista em Khabib Nurmagomedov. O russo é o atual melhor lutador de MMA do planeta. Havia vencido não só todos os 25 combates no UFC que havia feito. Mas vencido todos os rounds. Ficou com o cinturão dos leves que pertencera ao irlandês.

Era o combate ideal visualizado por Dana White, que não tem o mínimo respeito pelo ranking do UFC. Luta quem atrai mais público, rende mais dinheiro.

As absurdas provocações de Conor a Nurmagomedov começaram. E tiveram eco. Não só no russo. Como em seus treinadores. As duas equipes passaram a se comportar como gangues de rua.

A confusão teria começado quando Artem Lobov, lutador russo companheiro de treinos e amigo de McGregor teria se encontrado com Khabib. O campeão não gostou da provocações e xingamentos de Lobov fez a ele na Internet. E teria dado um tapa na cara de Artem como retaliação.


Conor ficou revoltado com a situação. E decidiu se vingar. Da pior maneira possível. Ele jogou um carrinho de ferro no ônibus que transportava a equipe de lutadores que participariam do UFC 223. Feriu dois atletas, que tiveram cortes, atingidos pelos vidros do ônibus. E não puderam competir. Acabou detido pela polícia de Nova York.

Nurmagomedov venceu facilmente Al Iaquinta. 26 lutas de invencibilidade com direito a cinturão e mais cinco rounds vitoriosos.

Dana anunciou o combate que os fãs do UFC queria. Conor contra Khabib. White não levou em consideração o ódio que dominava as duas equipes dos lutadores. Acreditou que tudo seria mais um jogo de cena e trash talk, que apimenta os combates.

Só que a rivalidade não tinha nada de jogo de cena.

As encaradas, as entrevistas promocionais já deixavam antever que seria necessário um cuidado acima do normal para que não houvesse um confronto.

Dana desprezou os sinais.

Mesmo na encarada de sexta-feira, quando Conor tentou socar, chutar Khabib.

Até que veio o combate deste sábado.

Foi sensacional.

Logo no início, Conor tentou usar seu poder de nocaute, com um direto e um chute alto. Ele não queria de maneira alguma que Nurmagomedov o levasse para o chão. Escapou de três tentativas, mas acabou derrubado pelo russo e só se defendeu.

No segundo round, Khabib dominou amplamente Conor. E o surpreendeu com um direto violentíssimo de direita, que provocou o knockdown. E, com o irlandês no chão, aplicou uma saraivada de raivosos e precisos socos. Aula de ground and pound. Os socos deixaram marcas no rosto de Conor.

Mas veio o terceiro round e o irlandês se superou. Mesmo mais lento, por conta dos quase dois anos sem lutar, socos e chutes passaram a entrar. Ele achou a distância ideal e venceu o round, fazendo a torcida de Las Vegas, que era toda sua, vibrar.

Acabara a invencibilidade do russo pelo menos nos rounds.

No quarto assalto, Nurmagomedov levou a luta para onde é mestre. Conseguiu derrubar Conor, que já estava cansado. E desta vez não socou apenas para machucá-lo, mas para ajeitar, preparar uma finalização. E aplicou um belíssimo mata-leão, quando Conor virou as costas para tentar se proteger.

Os tapas de Mcgregor no braço de Khabib desistindo da luta chocaram o público, em Las Vegas.

Mas a vitória não bastou para o russo.

O árbitro Herb Dean percebeu que ele seguiria apertando o queixo e o pescoço de Conor. Com toda a força, o afastou. Depois de xingar o irlandês, Nurmagomedov procurou Dillon Danis, preparador de jiu-jitsu do rival. Ele também o havia provocado, xingado.

O russo, tomado de ira, jogou seu protetor bocal em direção a Dillon, que o xingou.

O campeão não pensou duas vezes.

Protagonizou uma cena lastimável.

Pulou o octógono e foi para as cadeiras, onde estava Danis, que é muito maior do que ele.

Não só os dois trocaram socos, membros da equipe de Conor passaram também a agredir Nurmagomedov.

Enquanto isso, Conor estava se recuperando da terrível luta, quando foi agredido de costas por dois parceiros de treinos do russo. Um estava dentro do octógono. Outro invadiu por cima o ringue.

Os policiais trataram de conter as duas brigas, confusão generalizada, transmitida para o mundo todo.

Vergonha!

Assim que se livrou das agressões do russo, Conor McGregor tentou também pular o octógono para brigar com Nurmagomedov na cadeiras. Mas foi contido.

Quando a direção de tevê do UFC decidiu afastar as câmeras já era tarde.

O vexame já havia manchado de forma absurda o MMA.

O público vaiava, xingava com ódio a equipe russa.

A covarde agressão a Conor revoltara os torcedores.

Mas a saga continuaria.

Nurmagomedov não se importou e exigia seu cinturão.

Dana White falou claramente que não o entregaria.

Porque tinha medo da reação da plateia.

Ele acreditava que poderia haver invasão do octógno.

E pela primeira vez, um campeão do UFC não colocou seu cinturão.

Ao sair, escoltado por dezenas de policiais, mais vergonha.

Cerveja foi atirada no rosto do russo por torcedores.

O espetáculo foi deprimente.

Nurmagomedov e Conor serão punidos pela Comissão Atlética de Nevada pela confusão.

O russo pode até perder o cinturão.

Mesmo tendo vencido o combate e estando invicto.

Foto - Reprodução
 
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