Destaques do Dia Maringá

Presidente da CPI da Saúde diz estar satisfeito com a apuração

A expectativa é que o relatório final da CPI seja apresentado até o final da próxima semana

“A CPI fez os levantamentos com todo comparativo em compras em outros municípios, na área privada, ficou claro que em Maringá não existe nenhuma situação de que foi pago três vezes a mais ou não na questão da Saúde. Para mim, nesse ponto específico, encontra-se resolvido”, foi o que disse Flávio Mantovani, presidente da CPI da Saúde. Para ele e os outros integrantes da comissão, a fala do secretário da Saúde, Jair Biatto, foi mal-interpretada e, agora, esclarecida.

Porém, os trabalhos da CPI, que investiga as compras da Secretaria de Saúde de Maringá, nos últimos 12 meses, tem ainda duas pautas para discutir. Primeiro apurar o depoimento de Carlos Roberto Rodrigues, presidente do Conselho Municipal de Saúde. Depois, finalizar a análise de uma suposta perda de R$ 400 mil em compras.

Mantovani explicou que os documentos do Observatório Social, os dados extraídos do município e as entrevistas com a secretaria de Compras e da própria Saúde, já foram apuradas. Com o objetivo de fechar todos os lados sendo ouvidos, houve a convocação do presidente do Conselho Municipal de Saúde. Assim, segundo o parlamentar, todos serão ouvidos e o relatório será o mais completo possível.

“Ainda estamos fazendo pesquisa para verificar se esses dois medicamentos, de fato, foram comprados a maior preço por razões que merecem outro tipo de investigação, do Ministério Público, por exemplo”, disse o vereador Sidnei Telles, relator da CPI.

Ao longo dos trabalhos da comissão foram solicitados diversos documentos, relatórios, e dois secretários e um vereador foram ouvidos. Toda apuração começou no dia 26 de maio, quando o secretário de Saúde Jair Biatto disse que a pasta pagava até três vezes mais por produtos vendidos mais baratos para a rede privada.

Semana passada, Biatto voltou a CPI e esclareceu que foi um mal-entendido e se referiu de forma equivocada aos processos burocráticos que envolvem as aquisições de remédios e outros insumos. Os parlamentares avaliaram da mesma forma. A CPI é formada por Sidnei Telles, relator; Flávio Mantovani, como presidente; além de Alex Chaves, Mário Verri e Onivaldo Barris.

“É necessário entender a compra toda, que incluiu vários itens, fazendo essa comparação, o pregão representou preço menor do que o praticado pelo próprio consórcio de Saúde do Paraná. Os R$ 400 mil sempre devem ser considerados, mas quando comparamos nossas compras da atenção básica, quando se compara com o próprio consórcio de Saúde do Estado do Paraná, nós economizamos no mesmo período R$ 900 mil”, disse Biatto sobre os supostos gastos.

A expectativa é que o relatório final da CPI seja apresentado até o final da próxima semana. Acredita-se que o prazo será suficiente, mas caso haja necessidade, será prolongado.

Redação JP
Foto – Reprodução

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