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Mesmo com a pandemia, abertura de empresas cresce 6% em julho

No Brasil, houve uma recuperação em relação aos meses de abril e maio, auge do isolamento social por causa da pandemia de coronavírus, e o saldo positivo ficou em 168 mil empresas abertas em julho. Segundo o painel Mapa de Empresas, do Ministério da Economia, foram 250.308 aberturas e 81.816 fechamentos.

“É surpeendende diante de uma pandemia com uma crise econômica dessa magnitude que tenha pessoas abrindo empresas. Uma causa possível, por incrível que parece, é o aumento do desemprego. O momento atual levou mais pessoas a buscar alguma forma de renda através de novos empreendimentos”, avalia o economista Mauro Rochlin, professor dos MBAs da FGV.

Outra possibilidade seria a busca pela formalização como alternativa para perda de renda. O trabalhador informal, por exemplo, não tem acesso à maquininha de cartão de crédito. “Eu vejo que isso é um fator fundamental para viabilizar os negócios. Com um mínimo de formalização, as pessoas têm uma alternativa para gerar renda ou obter crédito”, explica.

O impacto do auxílio emergencial na economia também pode ser uma das explicações, segundo Rochlin. O benefício, criado para a população de baixa renda e trabalhadores informais enfrentar a crise provocada pela covid-19, já atingiu 67,2 milhões de pessoas, com um total de R$ 183 bilhões pagos desde abril.

“Algumas atividades tiveram aumento de demanda, como material de construção no varejo. O auxílio pode justificar demanda maior para alguns produtos e também para algum tipo de iniciativa que envolveria abertura de empresas”, conclui o economista.

No boletim do Mapa das Empresas sobre o primeiro quadrimestre de 2020, foram abertas 1.038.030 no país, o que representa um aumento de 1,2% em relação ao último quadrimestre de 2019 e queda de 1,1% quando comparado com o primeiro quadrimestre de 2019.

Foto – Reprodução

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