Maringá

Servidores do Parque do Ingá relatam sobrecarga de trabalho

Os servidores do Parque do Ingá procuraram o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá (Sismmar) relatando problemas de conflitos no local de trabalho. Situações desde falta de diálogo, até a sobrecarga de trabalho devido à falta de funcionários. Uma reunião foi realizada entre o sindicato, representantes do Parque do Ingá e a Secretaria de Meio Ambiente e Bem-estar Animal (Sema).
No encontro, o objetivo foi buscar soluções para os problemas, além de ouvir tudo que está acontecendo.

De acordo com a descrição da diretoria do Sismmar, “logo no início das discussões já era possível perceber a tensão presente no relacionamento entre os envolvidos. Conforme exposto no encontro, a falta de diálogo entre servidores e a sobrecarga de trabalho, devido à falta de funcionários, atingem diretamente o emocional dos trabalhadores.”
Os trabalhadores relataram que alguns profissionais estão com quadros depressivos e procuraram tratamento psicológico. A principal motivação seria a sobrecarga de funções, por falta de trabalhadores e/ou restrições ao serviço. Outro ponto discutido durante a reunião foi a escala de trabalho. A Representante de Local de Trabalho (RLT) do Parque do Ingá, Márcia Zuniga, disse que o trabalho sofre com a constante imprevisibilidade, como chuvas que acabam suspendendo o serviço por tempo indeterminado.

O Secretário de Meio Ambiente e Bem-estar Animal, Marco Antônio Lopes de Azevedo, propôs visitar o parque com pelo menos uma vez na semana, aproximando os servidores da Sema. A diretora de Meio Ambiente, Luci Mara Vieira, apoiou a ideia e se prontificou a acompanhar as visitas. Por conta da lei eleitoral que proíbe a realização de concursos durante períodos eleitorais e novas contratações, deverá acontecer um remanejamento de servidores de outros locais.
Também participaram da reunião a gerente do Parque do Ingá, Daiany Corbetta, a gerente de Licenciamento Ambiental, Samantha Nagabe, e os gerentes no Parque do Ingá, Nilson Ferreira da Silva e Jonathan Duque.

“O intuito da reunião não era apontar culpados, mas sim procurar transformar o ambiente de trabalho em um local mais harmonioso. Nesse sentido, ao legitimamente ser acionado pelos trabalhadores, o Sismmar apontou os erros, mas também buscou contribuir em sua resolução. Por isso, pontuou a necessidade da integração da Sema com as outras secretarias como Sasc, Saúde Ocupacional e RH. Também propôs buscar utilizar tecnologias para auxiliar os trabalhadores e a realização de atividades que integrem e formem os servidores, como palestras sobre machismo, racismo, homofobia e assédio moral, debates e cafés. Propostas estas que foram acatadas pela Sema e pela coordenação do Parque”, divulgou a presidente do Sismmar, Priscila Guedes, juntamente com a diretora Bianca Sanches.

Victor Cardoso
Foto – Reprodução

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