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Pandemia aumenta o número de ciclistas e venda de bikes em Maringá

“Eu sempre gostei de pedalar, mas estava sem costume. Quando veio a pandemia, com muito tempo livre, eu resolvi voltar a praticar. Aproveitei pra fazer um aeróbico, além de ser uma forma para economizar”, esse é o relato do professor Alvino Ricardo de Sá, 31 anos. Ele reforça o registro feito pela Associação Brasileira do Setor de Bicicletas. Após o início do isolamento, mais pessoas começaram a pedalar e as vendas de bicicletas aumentaram 50%.
Maringá tem em torno de 40 quilômetros de ciclovia e, ultimamente, quem passeia pela Cidade percebe que há mais ciclistas. A prática serve como opção de transporte, sendo uma alternativa para evitar aglomerações que podem acontecer, por exemplo, nos ônibus. Ou seja, a alternativa é uma maneira de seguir a indicação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Vejo que toda a população ganha com isso. Tem muitos que vão para o trabalho ou resolver assuntos pessoais, todos usando a bicicleta. Tem muitas famílias pedalando juntas como forma de divertimento, principalmente na Avenida Gastão Vidigal”, contou o professor.

A procura acelerada, depois da chegada do novo coronavírus, movimentou a produção industrial. Uma fábrica de bikes de Sarandi, município vizinho de Maringá, precisou dobrar a produção, montando novas linhas e contratando funcionários. Tudo para atender as lojas da região.

“A gente produzia 18 mil bicicletas por mês, agora são pelo menos 36 mil unidades. O investimento estava previsto, mas não agora; só que a procura foi muito grande nas lojas. Alguns estabelecimentos passaram a vender 300% a mais que em meses antes da pandemia. Estavamos acompanhando essa tendência em outros países, inclusive fornecedores com menos peças. Aí a gente teve que colocar mais agilidade na nossa produção. Para isso, 55 funcionários foram contratados e há, pelo menos, 110 vagas abertas”, disse Rodrigo Leão, gerente administrativo da empresa.

CICLOVIAS
“Estudei percursos de nível fácil para ir e voltar. Conforme fui evoluindo, me desafiei a percorrer mais quilômetros. Dentro da Cidade, meus principais percursos são as ciclovias da Avenida Brasil e da Gastão Vidigal; percursos de muita segurança. Também uso a Avenida Cerro Azul, mas tem um pedaço que não tem ciclovia e muitos motoristas que não respeitam os ciclistas. Aí tenho um pouco de medo”, contou o professor.
Para grande parte dos ciclistas, alguns trechos de ciclovias precisam ter uma atenção maior, passando por reformas do piso. Além disso, aguardam a ampliação da ciclovia na Avenida Nildo Ribeiro da Rocha e São Paulo.

RECOMENDAÇÃO
O site pedal.com.br, especializado no assundo, publicou um artigo alertando que, para pedalar seguro é preciso manter o distanciamento de outros ciclistas e continuar seguindo as recomendações de prevenção. O médico neurologista, Eduardo Davidovich, disse que os riscos ainda existem.

“Não deixe de seguir as regras dos órgãos de Saúde. Pedalar de máscara é o recomendado, pois evita que o vírus se espalhe mais e, ao contrário de alguns rumores, não faz mal a saúde. Treinar é importante para manter a imunidade do corpo em alta, mas se os treinos forem muito pesados podem provocar fraqueza e deixar a pessoa mais suscetível ao coronavírus, além de outras doenças. O médico reforça que só há um sistema imunológico e, diferente do que alguns acreditam, é possível pegar duas doenças ao mesmo tempo.

“Pedalar proporciona muitas coisas boas. A primeira é promover saúde, depois a sensação de liberdade criando caminhos e conhecendo lugares novos em Maringá. Eu mesmo já passei por fábricas que nem sabia da existência na Cidade. Agora estou participando de um grupo fazendo vários caminhos, vendo a natureza e fazendo trilhas intermunicipais. Falo que a pandemia teve um lado muito bom para mim, temos que tirar o melhor proveito de todas as situações”, concluiu Alvino Ricardo de Sá.

Victor Cardoso
Foto – Reprodução

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