Maringá

Unidades do ‘Meu Campinho’ de Maringá seguem fechadas

Os campos de futebol têm grama sintética, iluminação em LED, ao lado há playground com piso emborrachado, bicicletário, floreiras, bancos de repouso e lixeiras; essas estruturas estão se espalhando por Maringá e os distritos de Floriano e Iguatemi. Já são 19 unidades do projeto Meu Campinho, criado pelo Governo do Estado e executado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas.

A Prefeitura de Maringá proibiu o uso de áreas de lazer públicas, como quadras esportivas, complexos de esporte e lazer, Academias da Terceira Idade, pistas de skate e os “Meus Campinhos”. A decisão foi tomada há três meses. O morador Vladimir Chaplaski disse que o fim da pandemia também é aguardado para que momentos de lazer sejam retomados nos complexos.

“Esperamos que normalize a questão da pandemia nos próximos meses para as crianças poderem usar sem nenhuma restrição. Principalmente para tirar elas da TV e colocar em prática um pouco do que a gente fazia quando era criança”, disse ele.

As estruturas ocupam áreas de cerca de 1,5 mil metros quadrados e contam com campo de futebol de qualidade, alambrado, rede de cobertura em polietileno, estacas em concreto armado e traves com redes. Os espaços são gratuitos e, antes da pandemia, era utilizados pela comunidade nos dias úteis e aos finais de semana. O Parque de Cordas instalado nas unidades chama a atenção. Uma espécie de pirâmide com cabos entrelaçados e permite escaladas das crianças entre cinco a 12 anos, o que ajuda, inclusive, no desenvolvimento das noções de equilíbrio dos usuários.

Os ‘Meu Campinho’ estão inseridos no contexto do Objetivo 11 de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU) que é tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis. Investimento liberado por meio do Sistema de Financiamento aos Municípios (SFM), linha de crédito operacionalizada pelo Paranacidade e Fomento Paraná; custando a média de R$ 500 mil cada. A construção foi entre 2019 e fevereiro de 2020.

“Esse tipo de estrutura esportiva é fundamental para o desenvolvimento das nossas crianças. Com esses espaços elas ficam menos tempo nas ruas ou na frente do computador, passam a praticar esportes e ter uma vida mais saudável. O Meu Campinho também é um ponto de encontro das famílias. Trouxemos esse projeto da Alemanha, país que implementou diversos campinhos para incentivar a ocupação dos espaços urbanos e o esporte. As crianças paranaenses estão jogando em campos de padrão europeu. Esse projeto não distingue classe econômica e social. É um espaço aberto de diversão e aprendizado”, explicou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Segundo João Carlos Ortega, secretário de Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas, essas unidades esportivas ajudam Maringá se tornar mais vibrantes. Para ele, “é um projeto que ajuda a externalizar o ambiente familiar, integra mães, pais, filhos, vizinhos, moradores de outros bairros. Instalamos essas estruturas similares em Maringá para deixar um legado para a população.”

José Edmir Miro Gaspar Falkemback, representante do Paranacidade em Maringá, informou que as unidades foram instaladas em locais estratégicos no município. São 17 formando um cinturão nos bairros e mais dois nos distritos de Iguatemi e Floriano, mais afastados do centro.

INVESTIMENTOS
Além das unidades do Meu Campinho, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas está investindo R$ 10 milhões em pavimentação urbana a fundo perdido em Maringá. Os recursos vão financiar 48,9 mil metros quadrados de revitalização, uma área com cerca de 32 mil habitantes. Entre ruas, avenidas e praças são 23 intervenções completas, com paisagismo, sinalização e acessibilidade.

AEN
Foto – Reprodução

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