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Classe artística quer explicação sobre obras próximas ao Teatro Reviver

O movimento artístico de Maringá entregou à Prefeitura uma carta pedindo a paralisação da obra de revitalização da Praça de Todos os Santos, no cruzamento entre as Avenidas Cerro Azul e Juscelino Kubitschek. Na visão dos produtores culturais, atores e atrizes a mudança pode resolver um problema de trânsito, mas cria um problema para o teatro, comprometendo a segurança e o uso do local.

Em um texto publicado por Rachel Coelho, jornalista e produtora, ela chama atenção para redução da área ao fundo do Teatro Reviver. O espaço servia como estacionamento e também para carga e descarga de equipamentos utilizados nas apresentações. Além disso, oficinas, ensaios e até mesmo gravações foram realizadas no local.

“O teatro agora fica praticamente numa curva bem movimentada, o que aumentará em muito os ruídos que já eram um problema na acústica do teatro e com uma distância curta entre a porta lateral/saída de emergência e esta mesma avenida movimentada ao lado do cemitério, gerando riscos de acidentes e atropelamentos”, escreveu Rachel.
A produtora reforça que a obra foi pensada e elaborada sem consulta aos ocupantes do teatro e à própria Secretaria de Cultura. Salienta ainda o corte de todas as árvores da lateral do cemitério; na opinião dos que assinaram o documento, sem nenhuma necessidade.

“Redigimos esta carta pedindo a paralisação dessas obras e a abertura para o diálogo, visando a encontrar soluções. É uma obra imensa, estão colocando o teatro numa rotatória gigantesca que engloba a pracinha ao lado, deslocando a Avenida Cerro Azul de um lado, mas a aproximando do outro. O Reviver é um teatro muito utilizado pela classe artística de Maringá. É lá que acontece o Convite à Dança toda quarta, foi lá que eu entrei no mundo do teatro e, assim como eu, muitos outros. Agora a importância afetiva é ainda maior com o rebatismo para Reviver Magó”, segue Rachel.

Os envolvidos disseram que a ação não é contra ninguém, nem contra o Prefeito Ulisses Maia e a equipe administrativa. Porém, dentre acertos e erros a democracia precisa ser exercida quando existem questionamentos do trabalho de gestores.

“É pelo teatro, pela população, por nós que pedimos isso. Pensar além exige pensar para fora do indivíduo. Essa briga vai exigir ação, mobilização e trabalho de um coletivo que precisa se mostrar forte e coerente”, finaliza a publicação.

Até o fechamento desta edição, a Prefeitura não havia comentado o assunto.

Victor Cardoso
Foto – Reprodução

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