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Integrante da frente parlamentar constituída na Assembleia Legislativa para fiscalizar o encerramento – em dezembro – dos contratos de pedágio iniciados no governo Jaime Lerner, o deputado Delegado Jacovós promete jogar duro com os empresários. Exige o término das obras definidas em contrato, ou o recolhimento de valores correspondentes aos cofres públicos do Estado.

Para o deputado, os donos das empresas de pedágio que atuam no Paraná são “quadrilheiros, trilionários que investem os ganhos no exterior”. Destaca que com a delação premiada de Joel Malucelli, muita sujeira “virá à tona e muita gente vai para a cadeia”.

Jacovós critica inclusive deputados de vários mandatos e a Procuradoria do Estado que nunca levantaram a ação nefasta das pedagiadoras durante 20 anos. Lembra que a quadrilha do pedágio comprou inclusive “diretor do DER com apartamento de lR$ 1,5 milhão e dinheiro em Balneário Camboriú para que não fiscalizasse obras”.

Sobre Maringá, o deputado reivindicou do Governo do Estado demissão do chefe da Sanepar. Motivo: a demora no conserto do problema que causou a falta de água durante três dias em 40 bairros: “O povo não pode ser feito de palhaço. Aposto que até os dois presos que coloquei para fazer a parte hidráulica da delegacia de Apucarana consertariam esse problema rapidamente”.

O Delegado Jacovós tem explicado aos maringaenses que não desistiu da candidatura a prefeito. O nome dele não foi aprovado na convenção do PL que optou por Akemi Nishimori para a disputa.

Jacovós inclusive pediu a destituição do deputado federal Luiz Nishimori do comando regional do partido. Denunciou que a direção partidária é “familiar”, tem esposa (Akemi) do deputado, primo, assessor, etc.

A contrariedade com o comando regional da sigla não fica só nesse ponto. Reclama que Nishimori foi a Apucarana e escolheu um representante local do partido, sem consulta-lo na cidade em que teve 26.713 votos e Nishimori apenas 829. Contrariado, em Maringá onde teve 10.359 (Nishimori 11.725) tudo indica que Jacovós não irá apoiar a candidata do partido.

Contrastando com a briga interna do PL em Maringá, no sul do Estado a cidade de Piraí do Sul também tem, ao extremo, exemplos de união e de desunião familiar, provocadas pela política e pela busca do poder.

Dos oito candidatos a prefeito, Carlinhos Tropeiro escolheu uma vice de total confiança: Vanessa Silva, nada menos que a própria filha. No outro extremo, dois medalhões da política local já com dois mandatos de prefeito no currículo cada um: Marcelo Milleo (MDB) e Valentim Milleo (PSD). Mesmo sendo irmãos, garantem que a disputa é para valer!

A análise “Detecção Precoce da Sazonalidade e Predição de Segundas Ondas na Pandemia da Covid-19”, feita pelo Departamento de Estatística da Universidade Federal Fluminense indica que naturalmente a transmissão da doença deverá diminuir no Brasil a partir de outubro.

De acordo com o coordenador do estudo, professor Márcio Watanabe, a Covid-19 deve seguir a mesma sazonalidade de doenças respiratórias como H1N1 e gripe Influenza. Afirma que existe um padrão anual onde há um momento em que a doença tem uma transmissão maior, no caso durante os meses de outono e inverno.

Sobre o coronavírus o estudo verificou os picos em menos de um ano em razão da quantidade de informação produzida por todos os países durante a atual pandemia. Com isso, o professor diz que se comprovou a repetição da sazonalidade verificada na pandemia de H1N1 em 2009 no mundo todo.

Enquanto no Brasil uma provável segunda onda da Covid-19 deverá ocorrer a partir de março, com menor intensidade já que tivemos o ciclo todo, no Hemisfério Norte o segundo surto epidêmico será pior que o primeiro, por este ter começado já no fim do ciclo de estações climáticas. Só não terá fortes consequências se já houver a disponibilidade de vacinas.

A semana que começa terá manifestação do Ministério Público local sobre os gastos da administração Ulisses Maia com saúde pública. No foco a apuração de “denúncias”, na verdade citações do próprio secretário de Saúde aos vereadores sobre superfaturamentos em compras de produtos.

Mesmo se os resultados da CPI feita por vereadores e a abordagem do MP concluírem que está tudo certinho, permanecerá latente um resquício de dúvida e conluio. É que as investigações parlamentares sobre as compras foram restritas a um ano, quando vereadores de oposição requeriam que abrangessem todos os anos da atual administração municipal. A principal função do vereador é fiscalizar, ou impedir de fiscalizar?

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