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Se for reeleito Ulisses Maia enriquecerá o currículo político como segundo prefeito de Maringá a conquistar o mandato seguinte. O primeiro da história do município foi Silvio Barros que o próprio Ulisses venceu em 2016.

Dos 15 prefeitos de Maringá, apenas dois cujas características englobavam personalidade forte e muita confiabilidade popular haviam conquistado dois mandatos, não subsequentes: João Paulino Vieira Filho e Said Felício Ferreira.

Explica-se: a reeleição só foi instituída depois, em 1996, por interesse pessoal do então presidente da República Fernando Henrique Cardoso. Só para registrar: ele que foi reeleito, mas agora é contrário a essa recondução votada por não aceitar o presidente Jair Bolsonaro.

Dos candidatos atuais pelo menos quatro vão desgastar Ulisses como administrador e liderança política: seus ex-secretários Eliseu Fortes (Patriota) e Rogério Calazans (Avante), o experiente José Luiz Bovo e o ácido deputado estadual Homero Marchese (PROS).

Apesar do handicap de ter a máquina e caneta cheia, se Ulisses responder a todas as críticas e denúncias – comuns contra quem está no poder – não sobrará espaço para proposições. A campanha é curta, atípica e maltratado pela pandemia e pela crise o eleitor está sedento de boas novas e diretrizes traçadas por políticos acima de tudo confiáveis, competentes em saúde pública e economia.

Se Ulisses for acossado e entrar em um briga política – na eleição passada era pedra e agora é vidraça – verá multiplicadas as chances de adversários que esperam “correr por fora” com campanhas propositivas como o Dr. Batista, Audilene Rocha, Evandro Oliveira e Valdir Pignata.

A eleição também dará sequência ao protagonismo disputado por Ulisses e Homero. Em dois embates no âmbito legislativo, Homero venceu ambos: Ulisses “marqueteava” ser o vereador mais votado da história da cidade (6.476), até surgir Homero com 6.573 votos. Ulisses não conseguir ser deputado (27.941 votos), Homero foi eleito com 42.154, e sem contar, como Ulisses, com o apoio da influente família política Barros.

Algumas cobranças que serão feitas de compromissos de Ulisses na campanha em que foi eleito prefeito: prometeu um governo de dialogo com todas as forças do município e dos governos maiores, reforma total do sistema de transporte coletivo, o fim da fila de espera para consultas especializadas, fim da extensa fila de crianças esperando vagas em creches e soluções para problemas de segurança.

Na opinião de observadores políticos, para garantir reeleição Ulisses precisa conseguir aproveitar o excesso de candidatos, pulverização de votos e vencer no primeiro turno. Para um segundo turno o quadro será complicado para ele, com maior número de adversários que aliados.

E será que o prefeito contará novamente, por baixo dos panos, com o apoio do PT cujos membros se gabam de “comandar” os católicos locais? A irmã do único prefeito de Maringá pelo PT (José Cláudio foi eleito com um percentual histórico de 69,70% dos votos válidos), ex-secretária da Mulher Terezinha Pereira, é candidata a uma cadeira na Câmara de Maringá, mas pelo PP!

Sarandi perdeu ontem, vítima de infarto, uma referência da imprensa local, Hilário da Silva Gomes (74). Apresentador de programas de TV, proprietário do jornal Repórter Regional e promotor de concurso de destaques regionais.

Hilário foi lavrador em Fátima do Sul (PR) onde nasceu, também imobiliarista, professor, vendedor de livros e fez algumas incursões como político. Mais que tudo colecionou amigos por onde passou, em Osasco (SP), Ponta Grossa e Sarandi.

Esta é para os que criticam Bolsonaro e sua relação com o presidente Donald Trump. No primeiro debate dos dois candidatos ao próximo mandato, Joe Biden agregou ao assunto queimadas nos EUA, as queimadas na “floresta tropical no Brasil que está sendo destruída”.

Biden prometeu liderar outros países para oferecer US$ 20 bilhões (R$ 122 milhões) para ajudar a preservar a região, e destacou possíveis retaliações: “Parem de destruir a floresta e, se não fizer isso, você terá consequências econômicas significativas”. A política exterior norte-americana só é ativada quando em questões que rendam lucros.

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