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Leitor pergunta meu palpite sobre qual candidato a prefeito ganhará a eleição em Maringá. Sinceramente não tenho previsão. Apenas meu “achômetro” é de que haverá segundo turno.

Tudo indica que Ulisses Maia – por ter vencido a disputa anterior e por estar no poder – teria votos para ser finalista. Mas contra quem disputaria pairam interrogações.

As chances de Ulisses ser reeleito estão no jogo satisfação x insatisfação dos maringaenses eleitoralmente divididos. Há reclamações de cidade suja, de vários compromissos não honrados, poucas obras, etc. Mas há também os que se dizem satisfeitos com o desempenho dele.

Da eleição anterior para esta, Ulisses enfrenta situações diferentes. Na passada era pedra procurando destruir e prometendo fazer. Nesta é vidraça, resistindo às pedradas, justificando falhas, renovando promessas.

Muitos casamentos, vide Luan Santana, Bernardinho e outros, não resistiram à pandemia. Ele corrói casais e outros, principalmente governantes. O eleitor está desgastado, descontente, abalado psicológica e financeiramente.

É ótimo que Maringá tenha muitos – 13 – candidatos. Os eleitores têm hoje mais do que nunca, opções para encontrar um candidato que se afine com o que ele pensa e quer para a cidade.

Essa escolha se dá principalmente pelas características dos aspirantes a prefeito. Um dos exemplos da geração política emergente, o deputado Homero Marchese é um “anti-Ulisses” bem preparado, mas carimbado pelos adversários como “briguento”.

De uma linhagem de prefeitos de São Jorge do Ivaí que começou com o pai dele e continua com próprio filho, José Luiz Bovo representa o especialista em gerir as finanças públicas com sobriedade dura e econômica.

O deputado Doutor Batista representa a “velha guarda” da política local. Tem eleição para prefeito, ele é candidato propagando permanente e pessoal cuidado com a saúde – área de queixas sem fim – de maringaenses em todas as regiões da cidade. Evandro Oliveira é o tipo experiente, administrador consolidado.

Também da nova geração, jovens que se prepararam – inclusive participando da atual administração local que criticam – Rogério Calazans e Eliseu Fortes. Mesmo se não eleitos marcam por boa e inteligente apresentação na esfera política, ganhando musculação para futuras disputas.

Ex-vereador, Valdir Pignata tem base forte no Jardim Alvorada; Carlos Mariucci conta com os votos cada vez mais esparsos do PT enquanto procura encaixar o filho na cadeira que hoje ocupa na Câmara Municipal.

Anníbal Bianchini conta com o patrimônio do avô homônimo, o “Jardineiro de Maringá”; Edmilson Aparecido da Silva faz o estilo metralhadora giratória contra o capital e a exploração popular etc.

Por fim as candidatas que teoricamente representam a maioria do eleitorado, as mulheres. Além de mães, lideranças femininas, Akemi Nishimori e Coronel Audilene.

O discurso de ambas parte da oportunidade de uma mulher assumir pela primeira vez a prefeitura e comandar Maringá com a leveza e discernimento que só o sexo feminino tem. Audilene, pela vida na caserna encaixa no perfil de ser dura sem perder a ternura. É uma comandante. E na competência tem inclusive magistratura no currículo

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