Policial Região

MP apura venda de sentenças no Norte do Paraná

A operação Thêmis mira um ex-assessor jurídico, empresários e um juiz de primeira instância, já aposentado. Os atos ilícitos, que envolve venda de sentenças ocorreram de 2009 a 2017 e estão relacionados à atuação do então titular da 2ª. Vara Cível e da Fazenda Pública de Arapongas. As sentenças seriam em favor de membros de uma organização criminosa que atuava na região.

A operação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira, em imóveis localizados em Arapongas e Rolândia. Foram apreendidos aparelhos eletrônicos, celulares, notebooks e documentos. As investigações, a cargo do Grupo Especializado na Proteção do Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria) revelaram que o juiz controlava e organizava as práticas ilegais. O magistrado se aposentou em 2019.

Conforme o Gepatria, um assessor do juiz atuava como operador do esquema, elaborando e corrigindo manifestações e laudos e também orientando os demais integrantes do grupo em trabalhos ilícitos de assessoria jurídica. Segundo o promotor Renato de Lima Castro, os atos ilícitos teriam sido cometidos pelo magistrado para beneficiar pessoas físicas e jurídicas com as quais mantinha relações pessoais.

Um dos investigados seria avaliador judicial, cujo papel no esquema era de “operador comercial” , responsável pela articulação do grupo criminoso com eventuais interessados em aderir aos acordos de corrupção. O ministério Público detalha que “ o esquema contava ainda com uma pessoa que agia como depositário judicial, buscava recursos ilícitos por meio do depósito judicial de veículos apreendidos em processos de alienação fiduciária em garantia.” O Gepatria investiga a participação de mais empresários e empresas de Arapongas e prepara relatório sobre o número de sentenças comercializadas pelo principal alvo das investigações, o juiz aposentado.

Redação JP
Foto – Reprodução

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