Maringá

Bióloga explica vegetação que cresce no ‘lago’ do Parque do Ingá

O Parque do Ingá, uma das principais atrações turísticas de Maringá, reabriu no dia 17 deste mês. O espaço estava fechado desde o início da pandemia provocada pelo novo coronavírus e, ao reabrir, muitos puderam ver de perto as dificuldades enfrentadas pela falta de chuva e a vegetação que está se formando no local onde antes era lago.
Para estudar melhor a situação, foi criado um Projeto de Iniciação Científica em parceria da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e a Unicesumar. Objetivo é analisar e monitorar a vegetação que vem crescendo de forma natural. O Parque do Ingá faz parte de uma Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie).

“A vegetação que está se desenvolvendo onde o lago secou está fazendo isso de forma comum, sem interferência. Já existia anteriormente, em forma de semente, frutos no solo, agora se desenvolveu com o passar do tempo. Além de fontes de semente que o vento trouxe. A regeneração também será natural, mas se a estiagem for prolongada a vegetação pode se transformar em uma área florestal em continuidade da área do entorno do lago”, explicou a bióloga e pesquisadora do Núcleo de Pesquisas em Limnologia, Ictiologia e Aquicultura (Nupélia) da UEM, Kazue Kawakita.

No lugar, alguns visitantes relataram que encontraram peixes mortos por conta do nível baixo de água. Um dos lagos do Jardim Japonês também está totalmente sem água. O Parque do Ingá é uma reserva florestal de 47 hectares urbanizada em 1970, considerada um dos “pulmões” da Cidade.

O Parque do Ingá funciona de terça a domingo, das oito até às 18 horas., quem visitar precisa estar de máscara e, se não for do mesmo grupo de conhecidos, mantenha distância.

Victor Cardoso
Foto – Reprodução

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