Policial

Preso homem que vendia celular pela internet e entrega molho de tomate

Segundo a Polícia Federal que o prendeu nesta sexta-feira em Maringá, o homem vinha aplicando golpes desde o início do ano. Vendia para todo o Brasil, mas a maioria dos compradores não recebia os objetos adquiridos após pagar os boletos bancários relativos às compras. Quando as encomendas chegavam pelo Correio é que os compradores se davam conta de que haviam caído no “conto do vigário”.

A PF recebeu as primeiras denúncias em agosto e ao iniciar as investigações constatou logo que haviam mais de mil registro de envio de “mercadorias” pelo mesmo remetente. Na casa do suspeito, os policiais encontraram cerca de 200 aparelhos de celular sem nota, além de grande quantidade de anabolizantes e outros equipamentos eletrônicos. O suspeito, que não teve seu nome revelado, é dono de uma loja virtual, hospedada em uma plataforma de compras pela internet. Os Correios já haviam identificado cerca de 1.300 pacotes sem nota fiscal ou declaração de conteúdo.

O homem, de 27 anos, foi preso em flagrante em uma agência do Correio em Maringá, quando despachava massa de tomate para compradores de seus celulares. De acordo com a Polícia Federal ele negou o crime mas são consistentes as provas de que desde 2017 ele contrabandeava celulares do Paraguai e vendia sem nota fiscal. No início ele entregava os aparelhos e quando sua loja virtual conseguiu adquirir confiança passou a não mais entregar o produto comprado.

Após a divulgação da prisão, o número de vítimas de vários pontos do Brasil não para de crescer. O falsário agia sozinho e segundo o que a PF levantou, ele contrabandeava e vendia também, medicamentos proibidos. A suspeita do delegado Rodrigo Koehler é de que o homem tenha movimentado milhões de reais desde que começou suas atividades ilícitas.

A Polícia Federal adverte que esse tipo de golpe tem sido cada vez mais comum. Muitos estelionatários abrem sites de venda pela internet, começam a trabalhar corretamente durante um certo tempo, entregando direitinho as mercadorias compradas mas a partir do momento em que suas lojas virtuais adquirem confiança, passam a dar calotes.

Redação JP
Foto – Reprodução

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