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Aulas presenciais voltam com programa de acolhimento na rede municipal

Creches e escolas municipais estão prontas para a volta às aulas; retorno está mantido para o dia 18

O decreto municipal publicado no dia 23, oficializou o retorno das aulas presenciais em formato escalonado na rede municipal de educação de Maringá. A Prefeitura reforça que as unidades escolares foram preparadas para receber os estudantes mantendo protocolos de segurança e prevenção ao novo coronavírus; porém, as aulas presenciais são opcionais. Os responsáveis escolhem o formato preferido: presencial ou atividade em casa.

O formato escalonado divide os alunos em duas turmas. Uma com aulas presenciais na escola, outra recebendo atividades para fazer em casa. No colégio, alunos serão distribuídos por tamanho das salas, sendo que a ocupação não pode ultrapassar 50% da capacidade. As aulas começam às 7h30 e terminam 11h30. As aulas também vão retornar nas escolas onde o município tem vagas compradas para crianças de zero a três anos.

“Todas as unidades escolares estão preparadas desde o dia 18 de fevereiro, quando havia previsão do retorno das aulas presenciais. Cada escola tem álcool em gel à disposição, marcações no piso, placas e identificação visual orientando os alunos. Os professores usarão máscaras e face shields. Os pais devem orientar os filhos a utilizar máscaras de proteção e seguir as recomendações da escola. Cada criança receberá uma garrafa personalizada de água. Haverá uma atenção redobrada para com os bebedouros e sua utilização”, explicou o prefeito de Maringá, Ulisses Maia.

Na lista de normas a serem cumpridas nos estabelecimentos de ensino estão: aferição de temperatura na entrada das unidades; refeições realizadas em sala de aula para evitar aglomerações em refeitórios; e se o aluno apresentar temperatura maior que 37,8º C, será encaminhado à sala de isolamento para orientações e contato com pais ou responsáveis.

“Pedimos para que os pais não enviem para a escola crianças com sintomas da covid-19. A rede municipal de educação quer trabalhar em um ambiente seguro para a retomada presencial e que os alunos tenham todas as condições propícias para o aprendizado. Outro desafio será reintegrar plenamente as crianças no ambiente escolar; este é o desafio”, disse a secretária de Educação, Tania Periotto.

ACOLHIMENTO

As secretarias da Educação, Saúde e Assistência Social estão finalizando a metodologia de um programa de acolhimento social dos estudantes atendidos pela Prefeitura. Na última sexta foram debatidos diversos formatos de trabalho e a importância da iniciativa. Primeira ação será uma busca ativa de crianças matriculadas nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e Escolas Municipais e que apresentem sinais de vulnerabilidade social.

“O foco é identificar alunos com perda pedagógica, que pode ser identificada pela dificuldade de integração e aprendizagem. Depois do diagnóstico a atenção multidisciplinar, a Saúde e a Assistência Social promovem o resgate desse estudante e, se for necessário, a família. O impacto da pandemia na vida das crianças é imensurável. A força-tarefa da Prefeitura foca na recuperação da perda pedagógica e na integração da nossa comunidade escolar, considerando a necessidade do apoio emocional e estrutural para ter os nossos alunos novamente em sala de aula”, explicou o prefeito Ulisses Maia.

Tania Periotto destacou que a intenção é apoiar alunos que necessitem de suporte ou superação de suas dificuldades. Segundo ela, este também é o caminho para identificar o potencial de cada criança e reforçá-lo. Será oferecido ainda acolhimento psicológico, pediátrico e outros de ordem da atenção médica. Para tornar o acolhimento ainda mais completo, o Conselho Tutelar e as Promotorias da Infância e Adolescência e Saúde também farão parte do programa de atenção e acolhimento.

Victor Cardoso
Foto – Reprodução

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