Início Maringá Servidores da educação terão dia de paralisação descontado do salário

Servidores da educação terão dia de paralisação descontado do salário

No dia 29 de setembro, centenas de profissionais da educação de Maringá realizaram um protesto em frente à Prefeitura. Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá (Sismmar), mais de 700 pessoas paralisaram as atividades neste dia. De acordo com o sindicato, a categoria propôs fazer a reposição, mas a Prefeitura anunciou que vai descontar o dia de salário dos servidores que não compareceram para trabalhar e não apresentaram atestado previsto em lei.

Houve uma reunião entre Sismmar e a Prefeitura onde o ponto principal da conversa foi a negociação do dia parado por reinvindicação do pagamento do poiso nacional do magistério. Durante a fala do chefe de Gabinete, Domingos Trevizan, sobre o desconto, o sindicato se manifestou insatisfeito. A direção comprendeu a ação como ataque à classe.

“No dia 28 e também durante a manifestação a direção sindical havia protocolado documentos virtual e fisicamente junto à Prefeitura para que não houvesse qualquer prejuízo para a categoria, que já tinha se comprometido oficialmente a repor as aulas em uma data a ser negociada. Apesar de se autointitular como ‘gestão democrática e humanizada’, a medida anunciada pelo governo Ulisses Maia dá continuidade à série de ataques contra os profissionais da Educação”, descreveu a gestão “Sindicato é pra Lutar”, do Sismmar.

Por conta dessa situação, o Sindicato vai chamar a categoria para a continuidade do debate sobre o tema e promover uma assembleia na próxima quarta-feira, dia 26, com primeira chamada às 18h30 e segunda e última chamada às 19 horas, em local a ser divulgado em breve. Intenção é que os próprios profissionais discutam e decidam democraticamente quais medidas deverão ser tomadas.

REIVINDICAÇÃO
O Governo Federal deu reajuste de 33,24% para a categoria no início do ano, o salário foi para R $3.845,63. Porém, em Maringá o reajuste dos servidores foi de 10,6%. A presidente do sindicato informou que isso aproximou o valor do piso nacional, mas ainda há defasagem de 9,22% para professores e 61% para educadores infantis; isso significa quase R$ 1 mil. Ela relembrou ainda que no primeiro trimestre, durante a Campanha Salarial, Ulisses Maia afirmou que o piso seria garantido; e que, durante a Jornada Pedagógica, o vice Edson Scabora também reforçou a implementação do reajuste nacional.

Victor Cardoso
Foto – Reprodução

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