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Tiradentes e Tancredo Neves

O feriado de 21 de abril é uma homenagem a um mineiro, cuja história  todos conhecemos, em resumo: que foi traído por um companheiro, condenado à morte por  enforcamento, que aconteceu daquela data, em 1792.

O que muitos talvez nem se lembram é que no mesmo 21 de abril, em 1985, morreu outro ilustre mineiro, Tancredo Neves, figura muito importante na história da redemocratização, após a ditadura militar, e que teve  destaque no curto período do parlamentarismo, vigente após a renúncia de Jânio Quadros em 1961  

O que teriam em comum, Tiradentes e  Tancredo Neves? Segundo informações do médium      Dictino Álvares, em psicografia de 09 de agosto de 1984,  Tancredo    teria sido a reencarnação de Joaquim Silvério dos Reis, traidor dos inconfidentes, que levou à morte Tiradentes.

É indiscutível as ‘coincidências’ entre os dois:

1. Tiradentes e Tancredo nasceram em São João Del Rei;
2. Morreram na mesma data (21 de abril);
3. Ambos órfãos de pai na infância:
4. Tancredo residiu em São João Del Rei na Rua Tiradentes n. 224;
5.  A estátua de Tiradentes em São João Del Rei, resultou de iniciativa do então deputado estadual Tancredo Neves:
6. A expressão “Nova República”, lançada por Tancredo, foi usado por Tiradentes quando foi acareado com Alvarenga Peixoto, na Fortaleza da Ilha das Cobras;
7. Ambos deram suas próprias vidas pelo ideal de liberdade em nossa pátria: Tiradentes – mártir da Inconfidência, Tancredo – mártir da Nova República.

 Assim como Tiradentes, Tancredo não conseguiu ver a chama da liberdade acesa em solo brasileiro. Após sua morte, Tiradentes teve o corpo esquartejado e expostos seus restos em vários lugares. Tancredo de Almeida Neves sofreu os cortes no abdômen, possibilitando o “esquartejamento” pelo retalhamento das vísceras em seis cirurgias e no embalsamamento, e o enforcamento progressivo pela traqueotomia e insuficiência respiratória. O corpo do Presidente foi também exposto em vários lugares ao público.

     Teria sido esse Espírito, reencarnado na época da Inconfidência um obstáculo à concretização do movimento libertador de Tiradentes e demais conjurados?
Poderia esse Espírito ter sido responsável pela derrocada do movimento da Conjuração Mineira e pela posterior punição dos Inconfidentes?
     Para livrar-se de dívidas com a Coroa Portuguesa, Joaquim Silvério dos Reis entregou seu amigo Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Foi assim que o líder dos inconfidentes foi enforcado e esquartejado. Valendo-se de uma espécie de delação premiada, além de ter suas dívidas perdoadas, o traidor de Tiradentes ganhou pensão vitalícia do governo português e foi até recebido por dom João VI.
     Lembramos que o traidor, Joaquim Silvério dos Reis, denunciou Tiradentes e demais companheiros ao Visconde de Barbacena, governador da Capitania de Minas Gerais, na data de 15 de Março, sim, 15 de Março de 1789.
     Em 15 de Março de 1985, Tancredo foi submetido à intervenção cirúrgica de urgência, privando-o de tomar posse na Nova Republica. Sofreu as conseqüências do esforço, da dedicação e da estoica entrega de si mesmo aos superiores interesses do país, já que a doença o atacara muitos dias antes da data prevista para a posse e a cirurgia tinha sido postergada para depois do compromisso solene perante o Congresso Nacional.      Tancredo se sacrificou, deu a sua própria vida para que todos os brasileiros pudessem respirar novamente a atmosfera da liberdade em nossa pátria.
     Que misterioso desígnio esse que o privou de tomar posse? Somente a doutrina da reencarnação pode explicar esse estranho destino de um homem que luta para levar seu povo à Terra Prometida da Paz e da Liberdade e não consegue penetrá-la. Que enigmática fatalidade impedindo que um ideal de libertação seja acionado pelas próprias mãos de seu maior criador ?
Tancredo de Almeida Neves (22 letras).
Joaquim Silvério dos Reis (22 letras).

Akino Maringá, colaborador
Foto – Reprodução

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