
A Universidade Estadual de Maringá (UEM) foi oficialmente integrada ao projeto Rio Vivo, iniciativa do Governo do Paraná voltada à preservação das bacias hidrográficas e à recomposição da ictiofauna (conjunto de espécies de peixes) no Estado.
O anúncio foi feito nesta quinta-feira, no Parque Passaúna, em Curitiba, durante a assinatura de um convênio que destina R$ 4,6 milhões para ações de pesquisa e repovoamento, com o apoio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab) e da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar).
Criado em 2021, o projeto Rio Vivo tem como objetivo repovoar os rios paranaenses com peixes nativos e prevê a soltura de 10 milhões de exemplares até 2026.
A partir da parceria com a UEM, a iniciativa ganha um reforço científico essencial para identificar as espécies mais adequadas a cada bacia hidrográfica, garantindo a sustentabilidade e a conservação dos estoques pesqueiros locais.
As atividades serão conduzidas pela Estação Experimental de Piscicultura, localizada no distrito de Floriano, em Maringá, e pela unidade de tanques-rede do Rio do Corvo, no Câmpus Regional do Noroeste (CRN), em Diamante do Norte. O grupo de pesquisa PeixeGen, referência nacional em genética de peixes, será responsável pela produção de peixes nativos e pela criação de um banco genético de espécies em risco.
Em pronunciamento, o reitor da UEM, Leandro Vanalli, ressaltou o papel fundamental da universidade no fortalecimento das ações ambientais do estado. “A UEM, por meio do grupo de pesquisa PeixeGen, que já se destaca na genética de tilápias e outros peixes, contribuirá significativamente para identificar as espécies ideais para cada bacia e garantir o sucesso do repovoamento”, afirmou Vanalli.
REPOVOAMENTO
Durante o evento, também foi realizada a soltura de 500 mil peixes nativos, entre traíras e lambaris juvenis, no Parque Municipal Passaúna, em Curitiba. A ação, que envolveu o plantio de mudas de árvores frutíferas na mata ciliar, reforça o compromisso do projeto com a recuperação ambiental das áreas atingidas pela degradação e pela poluição hídrica.
O governador Carlos Massa Ratinho Junior destacou a importância do projeto para a sustentabilidade e o desenvolvimento econômico do Paraná. “Nosso estado tem sido líder em sustentabilidade e iniciativas como o Rio Vivo demonstram como é possível alavancar o crescimento econômico sem abrir mão da preservação ambiental”, afirmou Ratinho Junior.
A ação integra a segunda fase do Rio Vivo, que teve início em novembro de 2024 e contempla a soltura de 2,6 milhões de peixes em bacias dos rios Tibagi, Piquiri, Iguaçu e Ivaí, com um investimento de R$ 558 mil. O projeto também inclui atividades de educação ambiental e o estímulo à pesca esportiva, ajudando a impulsionar o turismo e a economia das regiões atendidas.
O projeto é coordenado pela Superintendência Geral das Bacias Hidrográficas e Pesca, vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
Da Redação
Foto – AEN