Maringá

Maringá perde Edgar Werner Osterroht

Morreu no sábado em Maringá o pioneiro, engenheiro civil, artista plástico e escritor Edgar Werner Osterroht, que era apaixonado por Maringá, onde chegou ainda jovem. Alemão de nascimento, ele tinha 85 anos de idade e foi por muitos anos funcionário da Companhia Melhoramentos do Norte do Paraná.
O corpo foi velado até as 21h do mesmo sábado na Capela do Prever do Cemitério Parque e depois cremado no Crematório Angelus.

Edgar retratou a história de Maringá e escreveu vários livros, entre eles um em homenagem aos 50 anos da cidade, “Maringá: passado e futuro” e “Envelhecendo com dignidade e humor”. Fez várias ilustrações também para veículos de comunicação nos primeiros anos da cidade.

Segundo Fabio Dias de Souza, em seu trabalho sobre as rodoviárias de Maringá, Edgar Osterroht nasceu em Tilsit, antiga Prússia, em agosto de novembro de 1934.
Referiu-se a ele, em 2017, como “um dos pioneiros mais conhecidos e requisitados por pesquisadores e pela mídia quando necessitam recuperar memórias referentes ao passado mais distante de Maringá. Retratou diversos aspectos do cotidiano da cidade, valorizando o dia a dia das ruas no cenário urbano, em luminosas e detalhadas pinturas, além de executar retratos das mais diversas personalidades que contribuíram para o desbravamento da região, constituindo assim um acervo iconográfico riquíssimo da história da cidade, que já transformou-se em diversas exposições; suas reproduções fazem parte de variadas publicações, inclusive de livros de sua própria autoria”.

“Além da possibilidade de recuperar informações históricas inéditas sobre a cidade, por sua ampla memória fortalecida pela prática da pintura, o engenheiro foi escolhido devido à empresa do pai, na qual trabalhava, ter feito a fiscalização das obras de construção da rodoviária na Praça Raposo Tavares e por ter desenvolvido projetos para a prefeitura – após a estação ter sido demolida – para a construção de novos empreendimentos no local. Osterroht não costuma marcar horário para entrevistas. É preciso ligar e, se houver disponibilidade, mesmo no sábado ou domingo, basta encontrá-lo em seu escritório, anexo à residência. Sem ter perdido o sotaque alemão, o pioneiro discorreu sobre os mais variados assuntos, não apenas sobre Maringá e região, mas também temáticas nacionais e internacionais, em uma extensa entrevista de duas horas e quarenta minutos”.

Ângelo Rigon
Foto – Reprodução

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