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Baterista do Offspring é demitido por recusar vacina contra a covid-19

O baterista Pete Parada foi desligado de suas funções na banda The Offspring por não tomar a vacina contra a covid-19.

Em um longo desabafo na web, Pete confirmou sua saída do grupo e explicou os motivos que o levaram a recusar o imunizante. 

“Eu tenho algumas notícias infelizes e difíceis para compartilhar. Eu sei que muitos dos meus amigos próximos e família iriam preferir ouvir isso de maneira privativa primeiro, e eu peço desculpas por tornar meu discurso público, mas não sei como ter essa discussão várias vezes”, começou o músico.

Segundo Pete, a decisão de não se vacinar contra o novo coronavírus tem motivos de saúde: “Por conta do meu histórico médico e o perfil de efeitos colaterais dessas vacinas, meu médico me aconselhou a não ser vacinado neste momento. Eu peguei o vírus há cerca de um ano, foi moderado para mim, então me sinto confiante que seria capaz de aguentar novamente, mas não tenho certeza se sobreviveria a mais um pós-vacinação com Síndrome de Guillain-Barré, que eu tenho desde a infância e piorou progressivamente durante a minha vida. Infelizmente para mim, e para minha família, que espera que eu fique por aqui um pouco mais, os riscos superar os benefícios”.

Nos EUA, a FDA (Agência de Alimentos e Medicamentos) classificou como raro o risco de contrair Guillain-Barré após se vacinar, ou de efeitos da doença se agravarem.

O músico falou sobre estar arrasado com a decisão, mas que não tem nada contra os colegas de grupo: “Eu não tenho sentimentos negativos com relação à minha banda. Eles estão fazendo o que acreditam ser melhor para eles, enquanto eu faço o mesmo. Desejo o melhor para toda a família Offspring enquanto eles retornam. Estou de coração partido por não ver meus parceiros da estrada, e vou sentir falta de me conectar com os fãs mais do que consigo expressar com palavras”.

“Enquanto meu motivo para não ser vacinado é médico, quero ter certeza que não estou falando apenas sobre mim. Eu preciso dizer que apoio o consentimento informado – que exige escolha sem interferência de coerção. Eu não acho ético ou inteligente permitir que aqueles com maior poder (governo, corporações, organizações, chefes) possam ditar procedimentos médicos àqueles com menos poder”, continuou o músico em seu texto.

Segundo a FDA e o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA), foram reportados cerca de 100 casos da síndrome após a vacina de dose única da Janssen, entre as mais de 12 milhões de pessoas que tomaram o imunizante da fabricante no país até a metade de julho. Além disso, a maioria das pessoas se recupera completamente da síndrome.

“Existem inúmeras pessoas como eu para as quais essa vacina carrega mais riscos do que o vírus. Muitos de nós não tornam pública uma decisão privativa que tomamos com consideração cuidadosa ao lado de nossos médicos. Nós sabemos que não é uma conversa fácil. Parece que metade da população está tendo reações chocantes e diferentes com essas vacinas do que esperado. É provavelmente porque as experiências de vida delas também foram chocantemente diferentes, e os motivos delas vão de uma consciente análise sobre riscos/benefícos, até a impossibilidade financeira de tirar um tempo do trabalho/não ter planos de saúde caso sofram com efeitos colaterais, até uma falta de confiança compreensível em um sistema que nunca priorizou a saúde ou o bem-estar de suas comunidades”, escreveu Pete.

“Espero que a gente possa aprender a abrir espaço para todas as perspectivas e medos que estão acontecendo atualmente. Vamos evitar a infeliz tendência de dominação, desumanização e cancelamento um sobre o outro. Uma população hesitante não é um grupo monolíticos. Todas as vozes merecem ser ouvidas”, finalizou o baterista.

Foto – Reprodução

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