Policial

Lei eleitoral beneficia suspeito de matar garota em festa

Os pais de Ingrid Vitória, de 15 anos, morta com tiros de balas perdidas a 1h da manhã de domingo em Maringá, estão inconformados. Mesmo com um mandado de prisão temporária decretado pela Justiça, Luiz Gustavo Xavier Alves, de 20 anos, se apresentou na 9ª. SDP na companhia de um advogado, prestou depoimento e saiu pela porta da frente. O delegado Diego Almeida esclareceu que não pode segurar o suspeito preso, porque a legislação eleitoral só permite prisão em flagrante ou em caso de sentença criminal condenatória, até que termine pleito no domingo.

Xavier nega a autoria do crime, mas a mãe e o pai de Ingrid não têm dúvidas. Segundo eles, a menina estava passando o final de semana numa chácara do avô, quando se encontrou com uma amiga e saiu para dar uma volta. Ali perto estava ocorrendo uma festa clandestina. Ao passar pelo local, ela foi atingida por dois disparos de arma de fogo. O atirador teria disparado em um desafeto e acabou acertando Ingrid.

A mãe da adolescente, Valéria Marques, disse que a família está revoltada com o fato do suspeito estar solto. Passada a eleição, ele poderá ser preso, mas Valéria e o marido dela teme que o suspeito desapareça. Ontem, a família esteve na frente da Delegacia protestando. “A legislação eleitoral prevê que não se pode efetivar uma prisão cautelar cinco dias antes das eleições e 48 horas depois. Então, por causa disso, trata-se de uma prisão cautelar, e a gente é impossibilitado de efetivar essa prisão”, diz o delegado da Homicídios de Maringá, Diego Almeida. “A gente quer justiça, porque solto ele pode até tirar a vida de outra pessoa”, desabafou Valéria Marques, que já tinha feito denúncias de aglomerações e da bagunça que ocorria frequentemente no local onde sua filha foi morta.

Redação JP
Foto – Plantão Maringá

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